Itinerãças – Béatrice Costa

Título: Itinerãças
Autor: Béatrice Réichen V. Costa
Editora: Paulistana
Páginas: 110
Ano: 2018

Como o título desse livro provavelmente causa certo estranhamento, começo esta resenha por ele. Vocês conhecem Manoel de Barros? Se conhecerem, provavelmente já terão entendido a referência. Caso contrário, explico: Manoel de Barros, poeta brasileiro que adorava brincar com as palavras, possui um livro chamado Livro das Ignorãças. Béatrice deparou-se com essa obra justamente quando pensava em um título para seu livro e resolveu entrar na brincadeira: assim nasceu Itinerãças.

Mas não é apenas o título que supreende: Itinerãças é algo inédito, e tudo está muito bem explicado desde o início. O que temos aqui é uma espécie de diário (literalmente) de mestrado, em que a autora compartilha conosco suas dúvidas, incertezas, medos, alegrias, descobertas e avanços.

Mas como e por quê um “diário de mestrado”? Béatrice começa seu livro nos explicando isso. Tudo surgiu com uma sugestão de sua orientadora:

“Compre um caderno bem bonito. E comece a escrever”

Itinerãças (p.7)

Esta sugestão foi dada ante a angústia de Béatrice, que não sabia bem como e nem por onde começar a escrever sua dissertação. A ideia foi acatada, sem que elas desconfiassem que a “brincadeira” viria a ser publicada.

A escrita de Béatrice é deliciosa. Tem certo ar poético e brincalhão e consegue ser leve mesmo nos momentos em que ela provavelmente se encontrava em grande dúvida. Os capítulos são super curtos e é possível ler esse livro “em uma sentada só”. Mais do que isso, dá vontade de ler de novo e de novo!

Pessoalmente, fui pega de surpresa com um capítulo em que Béatrice fala sobre o livro O som e o sentido, que estou há tempos enrolando para começar a ler. O mesmo ocorreu com ela e por motivo semelhante: o medo que ele nos causa, parecendo extremamente técnico para alguém que folheia suas páginas. Quando li esse medo descrito nas páginas de Itinerãças percebi que está mais do que na hora de enfrentá-lo.

Confesso que não sei se é muito fácil encontrar esse livro, talvez apenas entrando em contato com a editora Paulistana. Só cheguei a ele por conhecer sua autora: Béatrice foi mestranda do Programa de Pós-Graduação em Francês, da Universidade de São Paulo e sua pesquisa é muito interessante. Ela trabalha com a canção no ensino de línguas, tema que muito me atrai. Além disso, o formato que ela usou em sua dissertação é inovador e torna até mesmo a leitura de um trabalho acadêmico totalmente prazerosa (quando minha orientadora sugeriu que eu lesse, não achei que iria gostar tanto quanto gostei. Me tornei fã de Béatrice sem que ela soubesse). É possível ter acesso a essa pesquisa, entitulada A música como experiência: potencialidades da canção no ensino-aprendizagem de francês língua estrangeira, e eu recomendo para aqueles que se interessam por língua estrangeira e música.

Já com relação ao livro, recomendo a todos que pretendem fazer um mestrado ou um doutorado, ou mesmo para aqueles que já estão nesta trajetória. Poderia ir mais além, e recomendar esta obra para todos aqueles que se encontram em um momento de bloqueio de escrita ou mesmo para aqueles que têm medo de uma página em branco. Este diário nos mostra como começar colocando tudo o que nos vem à mente em um papel pode ajudar a clarear nosso pensamentos e “destravar” a escrita.

“Perco-me em devaneios. É tão mais fácil e prazeroso sonhar. Realizar é perigoso, dá trabalho, abre espaço para críticas”

Itinerãças (p.47)
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A menina que não sabia ler – John Harding

Título: A menina que não sabia ler
Original: Florence and Giles
Autor: John Harding
Editora: LeYa
Páginas: 282
Ano: 2010 (1º edição)
Tradução: Elvira Serapicos 

Imagine viver em uma mansão decaída, no meio do nada, sem grandes entretenimentos e sem poder ler. Terrível, não? Pois era assim que viviam, a princípio, Florence e Giles. Por causa da morte dos pais, os irmãos são enviados pelo tio (que nunca viram na vida) para Blithe House (a tal mansão), para viver na companhia da Sra. Grouse – a governanta – e de Meg, Mary e John, os empregados.

Fiquei pensando se a figura do tio ausente – ou qualquer outro parente próximo – que se torna o guardião de seus sobrinhos órfãos não é um lugar comum na literatura. Existem muitas histórias como essa, em que aparece também uma mansão, para onde são enviadas essas crianças, como por exemplo em O Jardim Secreto (para citar ao menos um).

Florence – narradora desta história -, no entanto, não fica parada: ela adora inventar brincadeiras com seu irmão mais novo e ama explorar a mansão em que vive. Em um de seus passeios descobre uma enorme biblioteca, totalmente abandonada e cheia de pó. Por ordens expressas do tio, Florence não deveria ser alfabetizada, apenas Giles. Por conta desta proibição, nossa narradora se alfabetiza sozinha!

“O que eu mais gostava em Shakespeare era a facilidade com que lidava com as palavras. Parecia que, se não houvesse palavra para o que queria dizer, ele simplesmente a inventava. Ele poetava o idioma”

A menina que não sabia ler (p.18)

Até aqui a história é linda de se ler! Uma jovem se alfabetizando sozinha e indo contra as restrições impostas por seu tio, que sequer sabe como é e como vive a pequena Florence. Além disso, para acabar de vez com a monotonia daquela vida, surge em Blithe House um jovem, Theo Van Hoosier, que passa os verões em uma casa perto de Florence e Giles. Devido à sua asma, Theo começa a viver nesta casa não apenas durante o verão, e suas visitas a Florence tornam-se constantes. Ele vive tentando galanteá-la, mas ela o repele desde o início. Além disso, critica severamente os versos que ele lhe escreve. Versos simples demais para a jovem devoradora dos grandes clássicos presentes na biblioteca.

A verdade, no entanto, é que lá para o meio do livro, apesar de todos esses acontecimentos, a história parece meio parada e quase dá vontade de desistir da leitura. Uma página a mais, porém, e tudo acontece. Mas acontece tão rápido que chega a ser confuso e, no final das contas, muitas pontas ficam soltas.

O que ocorre em Blithe House é tão surreal que fica difícil distinguir o que é “realidade” e o que é apenas imaginação de Florence. Não sei, aliás, se há algo ali que tenha sido somente imaginação dela. Por ter sofrido um trauma durante a história, Florence poderia estar apenas criando coisas em sua cabeça, como uma forma de proteger-se dessas lembranças ruins. Alguns personagens, inclusive, sugerem isso explicitamente a ela. Dadas as resoluções da história, no entanto, se tudo era apenas uma criação de uma mente perturbada, pode-se dizer que temos uma bela história de horror aqui.

Mesmo que tudo o que Florence tenha visto e vivido seja real, contudo, sinto que as ações que ocorrem ao final do livro foram muito drásticas. Existiam alternativas interessantes e que também não deixariam a história tão óbvia. No entanto, não vou negar que a sucessão de acontecimentos prende o leitor e li as últimas cinquanta páginas de um fôlego só.

 

A playlist da minha vida – Leila Sales

Título: A playlist da minha vida 
Original: This song will save your life 
Autor: Leila Sales
Editora: Globo Livros 
Páginas: 310 
Ano: 2014 (1º edição) 
Tradução: Amanda Orlando

Narrado por Elise Dembowski, A playlist da minha vida é um livro que nos traz os dramas e as aventuras de uma jovem excluída. Aos quinze anos de idade, Elise não tem amigos e sofre bullying na escola. Em sua visão, as pessoas se afastam dela por sua inteligência admirável, seus gostos peculiares, seu jeito de ser e sua opinião formada.

“Dar duro no que quer que seja, por definição, não é nada descolado”

A playlist da minha vida (p.13)

Cansada de ser sozinha e “a esquisita da escola”, Elise decide tomar providências: ela passa as férias inteiras tentando aprender a ser uma adolescente normal e “descolada”. No primeiro dia de aula, porém, percebe que todo seu esforço foi em vão e, então, decide agir mais drasticamente, pensando em se matar. Antes, porém, ela faz um “teste” cortando apenas um pouquinho  dos pulsos.

“Eu queria ferir a mim mesma”

A playlist da minha vida (p.41)

Ao se recuperar, Elise percebe que o suicídio não era exatamente o que ela buscava para si. Ela queria dar uma lição naqueles que a maltratavam, mas ao se matar, ela só deixaria para eles um gostinho de vitória, sem conseguir provar que seria capaz de dar a volta por cima.

“Há coisas que você não pode mudar”

A playlist da minha vida (p.190)

Alguns meses depois desse acontecimento, Elise adquire o hábito de andar pelas ruas da cidade durante a noite, saindo às escondidas, depois que todos em sua casa vão se deitar. É justamente em uma dessas andanças que ela descobre a Start, uma balada underground. Ali ela faz amizades, principalmente com Vicky e Pippa, apaixona-se pelo DJ Char e ainda descobre mais um talento: discotecar.

Conhecer a Start, fazer amizades, apaixonar-se… Tudo parece um sonho para Elise, mas sua vida ainda está cheia de problemas e altos e baixos. Nossa protagonista nunca deixa de se meter em algumas enrascadas.

“Às vezes, temos aqueles dias em que tudo dá errado. Mas, às vezes, alguma coisa pode dar certo da maneira mais inesperada possível”

A playlist da minha vida (p.102)

Não dá para dizer que este seja um livro de drama adolescente, uma vez que nem todos  nesta fase são tão isolados ou sofrem tanto bullying quanto Elise. No entanto, é, sem dúvidas, uma excelente recomendação de leitura para jovens, tanto “excluídos” quanto “populares”, uma vez que, para os primeiros pode trazer alento, enquanto para os demais pode trazer alguns bons ensinamentos.

“Às vezes, as pessoas acham que sabem quem você é. Elas sabem de algumas poucas coisas a seu respeito e juntam as peças de uma forma que faça sentido para elas”

A playlist da minha vida (p.270)

Cada capítulo começa com o trecho de uma música, construindo, assim, a playlist de Elise.

E por falar nisso, uma coisa que achei interessante neste livro é o fato dele falar sobre discotecagem, afinal, quando um livro como este trata de música, geralmente são as canções e não um outro lado desse universo. Eu nunca havia pensado em como um DJ tem de tomar cuidado ao passar as músicas, não apenas combinando uma com a outra, mas também acertando a maneira de fazer esta transição. Além disso, como o próprio Char diz, o DJ deve saber ler seu público, perceber o que agrada e o que faz todo mundo sair um pouco da pista.

Resumão de abril

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Depois de dois meses de blog resolvi aderir a algo que alguns blogueiros fazem e que, pensando um pouco, me pareceu uma boa ideia para os leitores e, principalmente, futuros leitores deste espaço: o resumo do mês. Em uma espécie de diário (bem simplificado), trarei o link das postagens do mês, bem como os livros que andei lendo (e que, em sua maioria, terão resenhas saindo futuramente no blog). Vamos lá?

Abril foi um mês interessante por aqui: a primeira resenha que saiu, no dia 03/04, foi a de Enclausurado, um livro que me surpreendeu e que poderia dar muito o que falar. Em seguida, respondi, no dia 10/04, à indicação da TAG Conhecendo cada blogueiro. Isto trouxe mais movimento ao blog, não só em visitas, mas em comentários. A participação dos outros blogueiros foi muito bacana e eu gostei bastante da TAG. Na semana seguinte (17/04) eu trouxe a resenha de A lógica inexplicável da minha vida, que, até o momento, estou considerando um dos meus livros preferidos do ano. E aparentemente, consegui passar boa parte desse sentimento em minha resenha, pois alguns leitores comentaram que gostaram dela e que ficaram com vontade de ler o livro. Esse tipo de comentário é bem gratificante! Por fim, no dia 24/04, publiquei a resenha de A música do silêncio, escrito por Andrea Bocelli!

Com relação às minhas leituras, abril foi um bom mês. Li quatro livros: dois deles eu queria ler há tempos, mas não foi uma leitura tão boa quanto eu esparava; outro eu li por conta do meu mestrado e o último foi uma surpresa agradável que devorei em dois dias. Na ordem:

  • A playlist da minha vida – Leila Sales (a resenha sai semana que vem)
  • A menina que não sabia ler – John Harding (resenha em breve)
  • Ensinando música musicalmente – Keith Swanwick
  • Itinerãças – Béatrice Reichen V. Costa (resenha em breve)

A música do silêncio – Andrea Bocelli

Título: A música do silêncio
Original: La musica del silenzio 
Autor: Andrea Bocelli
Editora: Generale
Páginas: 320
Ano: 2013
Tradução: Claudia Zavaglia

(Leia ao som de Con te partirò)

Antes de escrever qualquer coisa sobre este livro preciso confessar uma coisa: eu não sabia que Andrea Bocelli é cego!

Em A música do silêncio, Andrea Bocelli dá vida a Amós Bardi, que é ninguém menos que o próprio autor transformado em personagem para preservar a identidade de outras pessoas que aparecem na história. Mas basta prestar atenção às iniciais do personagem e do escritor e você começará a perceber as semelhanças…

A escrita deste grande tenor italiano é leve, quase como uma conversa, fluida. Além disso, o autor se dirige ao leitor em alguns momentos, nos tirando da ficção e nos lembrando que trata-se de uma história real. Como não poderia deixar de ser, o único personagem que conhecemos a fundo é Amós, o que não nos impede de compreender bem as relações deste com as demais pessoas que o cercam.

Através de Amós conhecemos, então, toda a vida de Andrea Bocelli, desde sua feliz infância, apesar de todas as dificuldades, passando por sua adolescência até a vida adulta e, por fim, o sucesso. Entramos em contato com suas dúvidas, seus medos, seus amores, suas conquistas.

“Ó amarga adolescência, ó verdes anos nos quais a felicidade e a serenidade inconscientes podem, inexplicavelmente, causar desconforto, solidão, tristeza…”

A música do silêncio (pg.76)

No quarto capítulo do livro o autor resolve dar um sobrenome a seu personagem, que passa a ser Amós Bardi. Neste mesmo capítulo somos apresentados à sua família e seus costumes.

Mesmo com os percalços da vida, Andrea Bocelli conseguiu manter-se, na maioria das vezes, positivo e sua narrativa é, muitas vezes, otimista. Nascido cego, o cantor italiano enxergava luzes e cores com o olho direito. Após um triste episódio – cuja narração no livro chega a ser angustiante – ele perde inclusive esta capacidade. Ainda assim, o jovem encontra forças para seguir adiante: forma-se em Direito, bate de porta em porta atrás de uma gravadora que acredite em seu trabalho, continua sempre a estudar, busca melhorar sua performance musical. Um dia, finalmente, a vida lhe sorri. E tudo muda, tornando Andrea Bocelli o nome que conhecemos hoje.

“Conclusão: cada um de nós nada mais é do que a soma de todas as próprias experiências e conhecimentos”

A música do silêncio (pg.99)

A música do silêncio é, portanto, um livro encantador. Uma história que prende e que nos ensina. Uma narrativa suave, mas ao mesmo tempo real e até mesmo doída. Andrea Bocelli não é apenas um grande tenor, é também uma pessoa cheia de sentimento e lirismo, algo que fica evidente ao longo das páginas deste livro, principalmente quando ele fala de seus sentimentos e de seus amores.

A lógica inexplicável da minha vida

Título: A lógica inexplicável da minha vida
Original: The Inexplicable Logic of my Life 
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Páginas: 442
Ano: 2017 (1º edição)
Tradução: Flávia Souto Maior

(Para ler ao som de Paciência – Lenine)

A lógica inexplicável da minha vida é narrada por Salvador, ou então Sally, apelido criado por sua melhor amiga. Ele é um jovem que está no último ano do Ensino Médio e o livro nos mostra como sua vida vai de certezas a incertezas em apenas um instante. Por  Sally ser o narrador da história, conhecemos mais os  seus sentimentos, o que não significa que temos uma visão superficial dos demais personagens, uma vez que ele é extremamente empático.

Justamente pelo fato dos demais personagens terem um papel importante nesta trama, não podemos falar do livro sem falar deles também. A começar por Vicente, o pai adotivo de Salvador. Ele é um adulto maduro, bonito… e gay. Para Salvador isso não é um problema. Para o próprio Vicente isso não é um problema. Mas, para a sociedade em que vivemos… Bem, isso às vezes é um problema.

“As pessoas podem ser muito cruéis. Elas odeiam o que não conseguem entender”

A lógica inexplicável da minha vida (pg. 20)

Outro personagem importante é Mima, a avó de Salvador. Ela é uma figura doce, forte  (e ao mesmo tempo frágil) e cheia de histórias. A relação entre avó e neto é muito bonita e eles têm sempre conversas recheadas de lições e afetos.

“Se viver é uma arte, Mima é Picasso”

A lógica inexplicável da minha vida (pg. 53)

Temos ainda Sam a melhor amiga de Salvador. Os dois se conhecem desde muito pequenos, moram perto um do outro e compartilham de tudo. Uma amizade de irmãos. E há também Fito, que estuda no mesmo colégio que eles e enfrenta grandes batalhas: ele é filho de uma mãe viciada em drogas e é um jovem gay.

“Eu simplesmente não entendia o coração humano. O coração de Fito deveria estar partido. Mas não estava”

A lógica inexplicável da minha vida (pg. 74)

Há muitos outros personagens ao longo da narrativa, mas tendo conhecido estes é possível ter uma boa dimensão do que se passa, uma vez que cada um deles carrega uma grande carga de sentimentos e imprevistos que afetam, também, o nosso narrador.

“Lembrei da tempestade da noite anterior. Uma havia terminado; outra estava começando”

A lógica inexplicável da minha vida (pg. 133)

O livro está dividido em seis partes, uma mais supreendente que a outra. No início de cada parte sempre há uma frase ou parágrafo que sintetiza o que ocorrerá a seguir, nos ajudando a ter uma dimensão do que se passa na história sem dar spoillers. Vejamos:

  • Parte um: Talvez eu sempre tenha tido uma ideia errada sobre quem eu realmente era.
  • Parte dois: Tínhamos tanta certeza de nós mesmos, mas agora estávamos perdidos.
  • Parte três: De certo modo, por ela estar com as emoções à flor da pele, aquilo me ajudava a não ir pelo mesmo caminho. Não fazia sentido algum, mas o que eu e Sam compartilhávamos… Bom, tinha uma lógica própria.
  • Parte quatro: Talvez a vida fosse assim. Ir e voltar, depois acordar todas as manhãs e ir e voltar um pouco mais.
  • Parte cinco: Estradas são lisas e asfaltadas, e têm placas que dizem para que lado se deve seguir. A vida não é nada parecida com uma estrada.
  • Parte seis: À distância, é possível ver uma tempestade se formando: as nuvens escuras e os relâmpagos no horizonte vindo na minha direção. Eu espero, espero e espero pela tempestade. Quando ela chega, a água da chuva leva com ela os pesadelos e as lembranças. E eu não tenho medo.

Este livro consegue abordar de maneira simples, leve e deliciosa temas como preconceito, medo, amor, incertezas, amizade, união, perda, crescimento, aceitação… Fala sobre a vida, se quisermos ser sintéticos.

“Há dias em que acontecem coisas ótimas, e tudo é lindo e perfeito, e, do nada, tudo pode ir direto para o inferno”

A lógica inexplicável da minha vida (pg. 331)

Além disso, Salvador nos ensina que mesmo as pessoas que têm uma vida aparentemente perfeita – um pai legal, boas condições financeiras, amigos queridos, uma família bacana – podem viver grandes conflitos internos, afinal o “sentimento” é algo comum a todos os seres humanos. Bem como o amor. E é por amar cada pessoa do bem que o cerca que Salvador sofre tanto.

“Talvez tudo parecesse normal superficialmente. No interior, bem, havia sempre algum tipo de furacão”

A lógica inexplicável da minha vida (pg.267)

Eu perdi a conta de quantas vezes usei a palavra “sentimento” nesta resenha, mas é que A lógica inexplicável da minha vida definitivamente fala direto com nossos corações.

 

TAG: Conhecendo cada blogueiro

TAG blog

Hoje é dia de responder à primeira indicação que este blog recebeu! Trata-se da TAG Conhecendo cada blogueiro, criada pela Thais, do Felicisses. Mas antes, claro, gostaria de agradecer imensamente esta indicação, que mostra que o que vem sendo apresentado neste blog tem sido lido por outros blogueiros também. Muito obrigada, Thais!

A ideia é que com essa TAG a gente possa conhecer um pouquinho mais cada blogueiro, por isso, após responder às perguntas, a ideia é indicar outros blogs também. Vamos lá?

1-Qual foi a sua primeira opção de plataforma quando pensou em criar um blog? O que lhe chamou mais atenção?

Minha primeira opção de plataforma para o blog foi o Worpress mesmo, pois gostei do aplicativo dele e, após breves pesquisas na internt, percebi que esta plataforma atendia às minhas expectativas (que não eram muitas, na realidade).

2-Você está satisfeito(a) com o WordPress? Por quê?

Sim, muito satisfeita. Como eu disse, ele atende minhas expectativas, sendo possível criar um blog do jeitinho que eu gostaria e, mais tarde, sei que pode ser possível ter o domínio dele, deixando-o ainda mais profissional.

3-Por que quis criar um blog? Sempre teve essa vontade?

Não vou dizer que seeempre tive vontade de criar um blog, mas quando essa ideia surgiu… Não saiu mais da cabeça!

4-O que você mais gosta em seu blog?

Gosto de compartilhar minhas leituras, mas o mais interessante mesmo são as interações com outros blogueiros e visitantes.

5-Consegue postar com frequência?

Por enquanto estabeleci a frequência de uma vez por semana postar algo e tenho conseguido mantê-la.

6-Quais tipos de conteúdos gosta mais de abordar?

Bem, uma breve visita por aqui e já é possível perceber que falo majoritariamente sobre livros. Mas ainda trarei outros assuntos também.

7-Você interage muito com outros blogueiros? O que acha bacana quando lê posts de outros blogs?

Quando o conteúdo realmente me atrai e sinto que posso comentar algo de interessante ou incentivador, eu comento. E procuro sempre responder comentários feitos em meu blog.

Eu gosto da variedade de assuntos dos blogs e de ver como um mesmo assunto pode  ser abordado e escrito de formas diferentes por pessoas diferentes.

8-Como é a elaboração de suas postagens? Segue algum tipo de “ritual”?

Como a maioria dos meus posts são resenhas, obviamente eu preciso, em primeiro lugar, ler o livro. Ao longo dessa leitura já vou pensando um pouco no que seria legal destacar, além de registrar algumas frases que podem entrar na resenha. Depois, eu jogo tudo aqui, pesquiso algumas informações e vou montando o quebra-cabeça. Por fim, tiro uma foto do livro, para colocar junto ao post.

9-Que tipo de música gosta de escutar? Indique uma para os seus amigos blogueiros.

Gosto de tudo um pouco, mas ouço muita música brasileira (mpb no geral).

Fiquei com vontade de indicar Céu de Santo Amaro – Flávio Venturini e Caetano Veloso

10-Qual o seu gênero favorito de filme? Indique aí também!

Difícil essa… Talvez comédia ou comédias românticas.

Mas a indicação é fácil: A Família Bélier (amo esse filme!)

 

Blogs Indicados (Dez)

Inícios Marcantes

O eu insólito

Dieta e Cultura

Irmãs Carvalho

Estante do Justo

Uma paixão chamada livros

Amanhecer literário

Ideias em blog

P. R. Cunha escritor

Koisas e Coisas