TAG: The Sunshine Blogger Award

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Hoje venho responder uma indicação que recebi no dia 29 do mês passado. Trata-se do prêmio Sunshine Blogger Award e a indicação veio da Elizangela Martins, do blog Sonhos após Dezoito. Muito obrigada pela indicação!!

A premiação envolve uma demonstração de seu reconhecimento para com o trabalho de outros blogueiros assim como a promoção de interações com esses blogs. Cada envolvido precisa seguir quatro regras básicas:

  • Agradecer a quem te indicou;
  • Colocar as regras e incluir o logo do prêmio no post;
  • Responder 11 perguntas feitas pelo nomeador;
  • Nomear 11 blogs e fazer-lhes 11 perguntas.

Agradeço novamente à Elizangela!! De coração. E para quem não conhece o Sonhos após Dezoito, recomendo. Tem assuntos variados por lá!

E as perguntas que ela fez foram…

1. Como surgiu o desejo de criar o blog? Quem ou o que te motivou?

Criei um blog em 2014, após terminar a leitura de mais um livro que eu havia amado e que me deu a ideia de ter um blog. Quase três anos depois, porém, acabei excluindo esse tal blog, até que, no começo de 2018, incentivada por meu namorado, resolvi voltar… E aqui estou eu!

2. Quais assuntos são encontrados em seu blog?

Aqui vocês encontram principalmente resenhas de livros, alguns trechos que eu gosto e, vez ou outra uma TAG. Por hora, ao menos, é isso.

3. Conte um pouco sobre quem o escreve.

Bem, eu escrevo sozinha aqui… Sou formada em Letras e hoje em dia estou no mestrado. Gosto de ler desde pequena e cada vez mais tenho vontade de escrever também. E sou uma pessoa que não sabe falar muito de si mesma, então é isso aí!

4. Aonde deseja chegar com seu blog?

Acho que não tenho um objetivo. Quero somente continuar escrevendo aqui e se esse espacinho crescer, ficarei muito feliz!

5. Você tem algum sonho que o blog pode te proporcionar, como ser embaixadora de uma marca que sempre usou, por exemplo?

Adoraria ser parceira de alguma editora, mas não tenho nenhuma específica em mente. O contato com outros blogueiros também é algo muito bacana!

6. Conte uma coisa boa e uma coisa ruim sobre a vida de blogueira(o).

Acho que uma coisa boa é o tanto que a gente aprende conversando com outras pessoas e lendo conteúdos diversos. O lado “ruim” é querer ter sempre conteúdo de qualidade, o que às vezes é complicado em uma rotina tão corrida. Mas isso não é exatamente algo ruim, né? (O fato de querer conteúdo de qualidade, não a rotina corrida, só pra deixar claro!).

7. Você se considera uma pessoa com boa presença digital? Quais são suas redes sociais? (Queremos te conhecer 😊)

Não sei… Tenho twitter, instagram, facebook, skoob, só que não sou de postar tanto ou ficar de olho no que postam. Mas sempre curto tudo.

8. Como é o processo desde a ideia de um post até a sua publicação e divulgação? Segue um calendário editorial ou algo do tipo?

Bem, como meus conteúdos são basicamente relacionados a livros, eu primeiro tenho de ler (really?) e muitas vezes já vou destacando passagens, pensando no que vou escrever, etc. Terminada a leitura do livro, já começo a escrever a resenha! Elas são postadas aqui às terças-feiras. As citações eu anoto em um caderninho, para depois fazer o post delas, que saem às quintas-feiras por aqui. Sempre que um post sai ele é automaticamente divulgado no meu Twitter. E só!

9. Além do blog, você estuda e/ou trabalha? Se sim, como consegue conciliar tudo isso?

Como eu disse lá em cima, hoje em dia faço mestrado (sou bolsista), então eu basicamente estudo muito e tenho o blog. Para conciliar tudo, eu tenho uma lista de tarefas semanais que tenho de cumprir, e entre as atividades está incluído escrever para o blog, ler os textos da pesquisa, escrever a pesquisa, etc.

10. Como deseja estar, em relação ao seu blog, daqui há 5 anos? Ainda pretende continuar escrevendo e/ou expandir para outro(s) veículos, como o YouTube?

Cinco anos é bastante tempo… Mas espero ainda estar escrevendo aqui sim. Acho muito difícil que eu vá expandir para o youtube, por exemplo, mas talvez crie algumas redes sociais, para ajudar na divulgação, como uma página no face ou no instagram.

11. Qual sua motivação para continuar escrevendo?

A vontade de escrever por si só e, claro, as pessoas que sempre acompanham esse cantinho!

Indicações

E vamos às pessoas que eu indico para o prêmio Sunshine Blog Award!

❤ Thais Felícia, do Felicisses
❤ Adail rodrigues, do Ideias em Blog
❤ Jusley, do Louca por Viver (que saudades!)
❤ Alan Martins, do Anatomia das Palavras
❤ Isabella Marques, do Loucuras Intrépidas
❤ Bia Ribeiro, do Bipolar e Afins
❤ Elaine Rodrigues, do E-Redigindo
❤ Gean, do Gean Zanelato
❤ Graziele Pereira, do Flechas ao Vento
❤ As meninas do Nem tudo é ficção
❤ A Priih, do Infinitas Vidas

E as perguntas são:

  1. Qual é a inspiração/história do nome do seu blog?
  2. Sobre o que você gosta de escrever no seu blog?
  3. Qual é o seu post preferido?
  4. Você tem uma música preferida? Qual?
  5. Qual é o seu blog preferido? Por que?
  6. Cite uma frase inspiradora
  7. Por que você criou um blog?
  8. Você tem um sonho? Qual?
  9. O que te motiva a escrever em seu blog?
  10. Onde você espera estar, na vida, daqui a três anos?
  11. Qual é o seu livro preferido?

Agora é com vocês! <3

 

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As cabeças trocadas – Thomas Mann

Título: As cabeças trocadas: uma lenda indiana
Original: Die vertauschten Köpfe
Autor: Thomas Mann
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 118
Ano: 2017 (1º edição)
Tradução: Herbert Caro

Comecei a ler As cabeças trocadas e pensei: será que chego ao fim? Não sei quase nada sobre a cultura indiana, a linguagem não é das mais fáceis e nem os nomes dos personagens facilitam as coisas… Mas terminei! E gostei bastante da história e da forma como ela é contada. O narrador vai conversando conosco e nos explicando os pormenores, como alguém que realmente nos conta uma história.

“Oxalá os que ouvem esta história, talvez iludidos por seu desenrolar até agora ameno, não caiam na armadilha de uma interpretação errônea de seu verdadeiro caráter”

As cabeças trocadas (p.37)

Além de conversar conosco o narrador é bem realista. Depois da frase aí de cima a história toma uns rumos bem malucos!

O livro começa contando a história de Shridaman e Nanda, dois grandes amigos, apesar de suas diferenças: Shridaman é quase um intelectual e seu corpo é frágil, enquanto Nanda é forte, sendo um trabalhador braçal. A vida desses dois amigos começa a mudar quando eles veem Sita, a das belas cadeiras (que tipo de alcunha é essa, gente?), banhando-se no rio.

Shridaman apaixona-se perdidamente por Sita e, para sua sorte, Nanda a conhece, pedindo a mão dela em casamento para o amigo. Tudo incrível, não fosse o fato de Nanda ter um corpo maravilhoso, desejado por Sita.

As coisas complicam-se ainda mais quando os três, durante uma viagem, perdem-se e encontram um templo. Shridaman entra para rezar e ali acaba se matando, utilizando uma espada. Por conta da demora, Nanda vai atrás do amigo, para ver o que está acontecendo e ao deparar-se com a cena do amigo sem a cabeça, acaba por igualmente matar-se. É a vez de Sita averiguar o que está acontecendo. Ao constatar o horror, decide esta também se matar. Sabendo, porém, que não terá forçar para erguer a espada, decide sair do templo para se enforcar com um cipó. E então uma nova reviravolta acontece na história, sendo determinante para os momentos finais da narrativa.

Como eu disse, tive, em um primeiro momento, dificuldades para ler As cabeças trocadas, mas aos poucos a gente vai entrando na história e compreendendo as ironias da narrativa. O livro está dividido em doze capítulos relativamente curtos e nessa edição da Companhia das Letras há, ainda, um pósfacio que ajuda a compreender alguns elementos da obra.

Outra coisa interessante na linguagem é que, mesmo difícil, ela é bem irreverente: algumas figuras importantes que aparecem ao longo da história nos fazem rir, chamando os protagonistas de bobos, dizendo que eles fazem tolices. Ao mesmo tempo, esses personagens fazem longos discursos, essenciais para a narrativa.

 

Citações #6

Para as citações de hoje vamos de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. As páginas são da edição publicada em 2012, pela Biblioteca Azul. Para quem não conhece, Fahrenheit 451 é uma daquelas distopias que a gente não pode deixar de ler. Trata-se de uma história em que as pessoas não possuem livros, pois estes seriam um item ruim para o ser humano. Já pensou que mundo horrível?

“Os livros servem para nos lembrar o quanto somos estúpidos e tolos” (p.111)

Como eu disse, Fahrenheit 451 é um livro muito bom, então, como é de se esperar, ele vai abordando vários assuntos que sempre são válidos em uma roda de conversa (ou ao menos assuntos sobre os quais deveríamos pensar um pouco mais):

“Sempre se teme o que não é familiar” (p.81)

Digamos que essa é uma forma mais bonita de dizer que a gente tem medo do desconhecido. E, convenhamos, temos mesmo. Quantas pessoas vocês conhecem que se arriscam a fazer as coisas sem medo? Que topam mudar seu jeitinho de agir ou, o mais difícil, sua visão sobre a vida e tudo o mais?

“Numa noite está tudo bem e na seguinte estou me afogando” (p.162)

Isso chama-se vida, meus caros. Nem todos os dias serão bons e fáceis, mas se soubermos passar por eles, teremos dias bons. E passar pelos dias ruins é mais fácil se temos com quem contar… Em Fahrenheit 451 uma coisa não muito comum é aquela tal de empatia que tanto ouvimos falar nos dias de hoje…

“Você já notou como as pessoas se machucam entre si hoje em dia?” (p.50)

Justamente quando não há empatia há isso aí: egoísmo, brigas desnecessárias, excesso de opinião e falta de diálogo. A gente machuca os outros não somente fisicamente, mas por meio de nossas palavras e ações (ou falta de ações). E para que? Para nada!

Com isso, entramos na última citação, que é justamente sobre enxergar o outro e compreendê-lo. Mas dito de maneira bem mais bonita:

“Pois quantas pessoas seriam capazes de refletir a luz de uma outra?” (p.29)

Resumão – Junho

Junho foi um mês intenso por aqui, com muitas resenhas e… Citações! Se vocês perderam algum post, confira aqui o que rolou esse mês!

De resenhas tivemos, no dia 05/06, Sobre a Escrita, um livro que amei! Na semana seguinte, em pleno dia dos namorados (12/06), uma resenha especial: Ônibus. Depois, no dia 19/06, a resenha de mais um livro que eu amei: Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo. No dia 26/06, para encerrar o mês, foi a vez de O som e o sentido, uma resenha difícil, mas não mais que a leitura do livro em si.

As citações, que foram a novidade do mês, são dos seguintes livros:

#1 – Fúria Vermelha (31/05)

#2 – Pedagogia da Autonomia (07/06)

#3 – Hamlet ou Amleto? (14/06)

#4 – Billy e eu (21/06)

#5 – O sol é para todos (28/05)

Mas o mês não foi agitado somente por aqui e, com a correria do dia a dia, as leituras foram pouquíssimas…

  • Cabeças trocadas – Thomas Mann (resenha saindo semana que vem!)
  • O chamado do Cuco – Robert Galbraith
  • As cinco pessoas que você encontra no céu – Mitch Albom

Espero conseguir ler um pouco mais em julho. De qualquer maneira as resenhas e citações não param! Já tem muita coisa por vir, fiquem de olho.

Citações #5

As citações de hoje são do livro O sol é para todos, escrito por Harper Lee. As páginas são da edição publicada em 2016, no Brasil, pela editora José Olympio. Trata-se de um clássico da literatura mundial, sendo narrado por uma criança e falando sobre racismo e injustiça. Temas que ainda precisamos discutir bastante, não? Mas o livro fala sobre muito mais também…

Fala sobre coragem:

“Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa assim mesmo e vai até o fim, apesar de tudo” (p.129)

Sobre força:

“Mas as coisas sempre parecem melhores de manhã” (p.241)

(entendam força como, ao mesmo tempo, saber parar e avaliar uma situação longe do turbilhão que ela lhe provoca e saber que é sempre possível recomeçar).

E sobre carinho:

“Cedo procurei refúgio em seu colo, e seus braços envolveram-me” (p.121)

“Com ele a vida era rotina, sem ele era insuportável” (p.134)

Para terminar, como de costume, uma das passagens mais impactantes para mim e que reflete bem a questão do preconceito e até da injustiça:

“Não, Jem, eu acho que só existe um tipo de gente: gente” (p.256)

O som e o sentido – José Wisnik

Título: O som e o sentido: Uma outra história das músicas
Autor: José Miguel Wisnik
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 283
Ano: 1989 (2º edição)


Como eu comentei na resenha de Itinerãças, o Som e o sentido é um livro que eu vinha há tempos enrolando para ler. O momento, porém, finalmente chegou. Ou não, pois confesso que ainda ficou muita coisa para que eu possa realmente entender tudo o que é dito no livro. Confesso, inclusive, que até tive dúvidas se deveria escrever uma resenha desse livro ou não, mas percebi que havia algumas coisas que eu gostaria de comentar.

O som e o sentido está divido em cinco partes, além de contar com uma apresentação e, ao final, um cd com exemplos sonoros do que é explicado ao longo do livro. As cinco partes são:

  1. som, ruído e silêncio;
  2. modal;
  3. tonal;
  4. serial;
  5. simultaneidades.

Dessas cinco partes, a que mais me interessou foi a primeira: som, ruído e silêncio.

“O som é presença e ausência, e está, por menos que isso apareça, permeado de silêncio”

O som e o sentido (p.18)

Destaco esta parte em detrimento das demais, não só por ser um assunto interessante e que muitas vezes não nos damos conta, mas também porque o resto do livro é muito mais histórico e teórico no quesito musical (sendo, portanto, as partes mais difíceis para mim).

Quando falamos em “som” quase sempre acabamos logo pensando em “música” e quando falamos em “ruído”, quase sempre pensamos em algum barulho incômodo. Som, porém, vai muito além de música, bem como ruído vai muito além de barulho. Mesmo música, se pararmos para pensar, é tanta coisa mais que aquilo que logo pensamos.

“Mexendo nessas dimensões, a música não refere nem nomeia coisas visíveis, como a linguagem verbal faz, mas aponta com uma força toda sua para o não-verbalizável”

O som e o sentido (p.28)

Além disso, “som”, “ruído”, “música” e qualquer outro termo análogo são elementos presentes em nosso dia a dia de maneiras que às vezes sequer nos damos conta. Por vezes, damos atenção àquilo que vemos e os ruídos, principalmente aqueles mais cotidianos, passam desapercebidos. Mas tudo faz parte do ambiente em que vivemos.

“A música ensaia e antecipa aquelas transformações que estão se dando, que vão se dar, ou que deveriam se dar, na sociedade”

O som e o sentido (p.13)

Outra reflexão que achei bem interessante, e que também faz parte da primeira parte do livro, foi a questão de que instrumentos, não só os musicais, mas utensílios no geral, desde a antiguidade, possuem, em grande parte, origem animal. Deste trecho destaco uma passagem que condensa bem a questão:

“Todos os instrumentos são, na sua origem, testemunhos sangrentos da vida e da morte”

O som e o sentido (p.35)

E a última reflexão que eu gostaria de destacar, ainda da primeira parte do livro, é sobre o modo como ouvimos música nos dias de hoje:

“O modo dominante de escutar (em ressonância com o da produção de som industrial para o mercado) é o da repetição (ouve-se música repetitivamente em qualquer lugar e a qualquer momento)”

O som e o sentido (p.56)

Graças à evolução das tecnologias, podemos transportar, em minúsculos aparelhos, infindáveis músicas para ouvir quando quisermos, na ordem que quisermos. Vocês já pararam para pensar que nem sempre foi assim? Que não era comum vermos pessoas nas ruas com fones enfiados nas orelhas e como isso também transformou nossas relações sociais?

Já sobre as outras partes do livro, deixo aqui breves comentários ou impressões:

Os capítulos de modal discorrem sobre as tradições musicais pré-modernas, enquanto em tonal o autor vai do desenvolvimento da polifonia medieval até o atonalismo. É um capítulo que fala sobre muitos compositores europeus renomados até os dias de hoje, nos mostrando quais foram, efetivamente, as contribuições deles para o campo da música. Já em serial, Wisnik fala sobre as formas radicais da música, chegando à música eletrônica.

Há muitos exemplos ao longo do livro, não somente os sonoros, encontrados no cd, mas também de partituras e músicos, além das inúmeras referências a outros estudos ou estudiosos.

O som e o sentido com certeza é um livro riquíssimo, mas não tão facilmente legível para quem não é mais ligado à música como uma área de conhecimento. Como eu disse, ainda preciso entender muitas coisas dele e esta leitura foi, sem dúvidas, uma aventura.

Aproveito e deixo, para aqueles que se interessaram pelo assunto, um vídeo curto, mas bem interessante: Sobre o som (música) – John Cage.

 

Citações #4

Billy e eu foi escrito por Giovanna Fletcher e publicado no Brasil em 2014, pela editora Porthe. Trata-se da história de uma jovem que vive em uma pacata cidade, até começar um relacionamento com um jovem e cobiçado ator. Sua vida, sem dúvidas, vira de cabeça para baixo quando ela está com esse rapaz dos sonhos.

“Acho que é engraçado como a vida nos empurra para certos caminhos” (p.78).

Quem nunca foi parar em algum momento ou situação que jamais esperaria viver? Situações estas que podem ser boas ou ruins, nos deixar boas lembranças ou amargos sentimentos…

“Como todo mundo sabe, todas as bolhas um dia explodem” (p.83)

Mas quando falamos de amor… Ah, o amor! Não há sentimento no mundo que se iguale a este. E, em se tratando de um romance, não poderiam faltar belas palavras sobre ele em Billy e eu:

“Gostaria de engarrafar esse sentimento de amor dentro de mim e guardar para os dias sombrios, assim poderia me lembrar da magnitude do amor nos momentos de dúvida” (p.191)

E, para encerrar, uma citação para pensarmos um pouco:

“Você precisa começar a acreditar que você é o suficiente” (p.259)

De verdade, quantas pessoas não precisam ouvir isso? Talvez até mesmo você precise ouvir isso! Pois é, precisamos para de achar que somos nada, que não servimos para nada e começar a acreditar em nosso potencial. Aliás, uma dica que pode ser útil: quando você estiver tendo um bom dia, anote em um papel (ou no seu celular/computador ou onde quiser) tudo o que você já fez de bom e incrível e tudo o que você já conquistou na vida. Você pode se surpreender…

Essa citação, inclusive, me lembra sobre a Síndrome do Impostor. Já ouviram falar sobre isso? Para quem não sabe bem por onde começar a pesquisar, deixo um vídeo da Jout Jout sobre o assunto: Para você que é uma fraude.

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo – Benjamin Sáenz

Título: Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo
Original: Aristotle and Dante discover the secrets of the Universe
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Páginas: 390
Ano: 2014 (1º edição)
Tradução: Clemente Pereira

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo foi o segundo livro de Benjamin Alire Sáenz que li , apesar deste livro ter sido lançado no Brasil antes de A lógica inexplicável da minha vida. Pensando nesses dois livros, é possível notar muitos elementos em comum, mas cada história possui suas surpresas e sua narrativa cativante.

Além disso, a leitura desse livro foi ainda mais especial para mim, pois ao longo das páginas havia vários recados deixados por meu melhor amigo. Cada um desses recados enriqueceu ainda mais minhas impressões e reflexões, além de me deixar muito feliz.

O livro é narrado por Aristóteles, um jovem que, assim como Salvador (de A lógica inexplicável da minha vida), tem muitas dúvidas com relação à vida. Aristóteles é um pouco mais novo que Sally, mas ambos estão em uma fase realmente conturbada: os anos de ensino médio, cheios de dúvidas, medos e descobertas.

“Acho que eu era um mistério até para mim mesmo”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.26)

Aristóteles é um jovem bem soturno (o que também torna a narração deste livro mais taciturna que a de A lógica inexplicável da minha vida). Ele mora com os pais e tem duas irmãs bem mais velhas, além de um irmão sobre o qual ninguém fala, pois ele está preso. Fora isso, seu pai é uma pessoa muito calada e guarda muita coisa dentro de si, principalmente as sombras do seu passado na Guerra do Vietnã.

“Não falar pode deixar alguém muito solitário”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.22)

Durante as férias de verão Aristóteles faz uma amizade, coisa rara para ele. Seu novo amigo chama-se Dante (até eles riem dessa “coincidência”).

“Dante se tornou mais um mistério em um mundo cheio de mistérios”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.28)

Juntos, Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo vivem momentos únicos: eles conversam, jogam, trocam conhecimentos, discutem… Enfim, fazem o que seres humanos “normais” fazem juntos (eles vivem batendo na tecla de que não são normais).

“- Ninguém sabe exatamente o que está fazendo”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.58)

Por falar em “bater na mesma tecla”, Aristóteles tem uma péssima autoestima. Além de ser fechado ele consegue se autodepreciar o livro inteiro! Fora que ele acha que é o único que tem dificuldades de entender a si mesmo e se encontrar.

“O mundo de Dante tinha ordem”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.40)

Os adultos também são importantes nessa história e estão representados, principalmente, na figura dos pais de Aristóteles e dos pais de Dante.

“Fiquei pensando que poemas são como pessoas. Algumas pessoas você entende de primeira. Outras você simplesmente não entende… e nunca entenderá”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.40)

Com relação às semelhanças entre este livro e A lógica inexplicável da minha vida, temos ainda o fato de que ambas as histórias se passam em El Paso, os jovens possuem uma questão com a identidade (entre mexicana e americana), as delineação das relações familiares e sociais, a questão da amizade, a homossexualidade, os conflitos internos pelos quais os jovens passam, a questão da lealdade… Enfim, há várias temáticas que realmente retornam.

“Às vezes, você só precisa contar a verdade às pessoas. Elas não vão acreditar. E deixarão você em paz”

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo (p.178)

Outra semelhança é a estrutura dos livros: ambos são divididos em partes, que ganham um título e uma frase (ou citação) e os capítulos são apenas numerados. As partes (e suas respectivas frases) de Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo são:

1. As diferentes regras do verão

O problema da minha vida era que ela tinha sido ideia de outra pessoa.

2. Pardais que caem do céu

Quando criança, costumava acordar achando que o mundo ia acabar

3. O fim do verão

Lembra-te do verão chuvoso… Deves deixar cair tudo o que quiser cair (Karen Fiser)

4. Letras sobre uma página

Há certas palavras que nunca aprenderei a escrever

5. Não se esqueça da chuva

Virando vagarosamente as páginas em busca de sentido (W. S. Merwin)

6. Todos os segredos do Universo

Por toda a minha juventude te busquei, sem saber o que buscava (W. S. Merwin)

Estou encantada com as histórias de Benjamin Saénz. Ele consegue falar de temas muito importantes de maneira que a história não fica nem chata e nem óbvia. Há sempre algum acontecimento que vem para modificar toda a ordem das coisas (muitas vezes já caótica) e há sempre um mistério que perdura até os momentos finais do livro. A narrativa nos permite um ritmo agradável, com altos e baixos que nos prendem, tensionam e depois nos tranquilizam.

 

Citações #3

Vocês já ouviram falar de Hamlet ou Amleto? Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos, escrito por Rodrigo Lacerda? As citações de hoje são dessa obra, publicada em 2015, pela editora Zahar.

Nesse livro o autor vai explicando toda a peça Shakespeariana, de maneira que possamos compreendê-la e admirá-la. Com isso, podemos perceber todo o drama que envolve a história:

“O seu mundo perfeito morreu de forma precoce e nada heroica, durante o cochilo da tarde” (p.31)

E, em se tratando de um drama, não podem faltar lágrimas na história:

“(…) todo mundo aprende a chorar, a vida ensina, é fatal” (p.56)

A vida nos ensina a chorar, seja de tristeza, seja de alegria. Mas vocês já pararam para pensar em como, apesar de tudo, ainda sentimos vergonha disso? Seja por qual motivo for, parece que chorar é sinal de fraqueza, quando na verdade, precisamos de coragem para nos mostrar tão vulneráveis ao outro.

Outra passagem bem interessante do livro tem muito a ver com uma da semana passada (Citações #2 – Pedagogia da Autonomia). Vejam se conseguem perceber de qual estou falando:

“O mundo passou a ser o campo de batalha das percepções individuais” (p.94)

E por falar em nossa sociedade, que vive uma rotina cada vez mais louca, vale lembrar que:

“Até um vilão precisa de um pouco de calma para viver” (p.153)

Ou seja, sempre é válido tirarmos um tempinho para nós mesmos, um descanso, um momento para nos refazermos. Mais do que válido, aliás, é algo realmente necessário.

Para terminar, uma citação bem impactante, que deixarei aqui para que pensemos um pouco sobre ela:

“Você enxergou a verdade, e a verdade é má” (p.234)

Ônibus – Marianne Dubuc

Título: Ônibus
Original: L'autobus
Autor: Marianne Dubuc
Editora: Jujuba
Ano: 2015
Tradução: Maria Viana

(Para ler ao som de: Exagerado – Cazuza).

E hoje é dia de resenha no blog dos namorados! E para comemorar, um post mais que especial!

Acho que pela capa já dá para perceber que Ônibus é um livro infantil. E realmente é. Que saudades de livros coloridos, não?

Logo que a gente abre o livro, na parte da ficha catalográfica, uma bela surpresa: cada coisinha vem bem explicadinha. O que é autor, ilustrador, tradutor, diagramação, isbn… É muito lindo e didático!

Além disso, o livro é todo ilustrado pela própria autora. Ele conta a história de uma menina que está pegando um ônibus para ir visistar sua vó. É a primeira vez que ela pega o ônibus sozinha e está levando uma cesta e um casaquinho consigo. No ônibus há vários animais e a protagonista vai interagindo com eles. E chega cheia de histórias para contar para a avó. O enredo lembra muito chapeuzinho vermelho!

Mas agora, minha vez de contar uma história… Quis escrever sobre esse livro, pois ganhei do meu namorado no final do ano passado.

“Mas pera, você ganhou um livro infantil do seu namorado??”

SIM! Com muito prazer. E querem saber por que? De certa forma, é como se um ônibus tivesse sido o responsável por nos unir, então esse livro é muito simbólico para nós! Não nos conhecemos no ônibus e nem começamos a conversar dentro de um. Nos conhecemos na faculdade, mas nossa primeira conversa foi em um ponto de ônibus. E ela se estendeu para dentro do ônibus e do metrô, por isso esse simbolismo que carregamos. Foi uma conversa ótima e sem intenção alguma. O sentimento foi crescendo depois, de maneira incrível. E continua crescendo <3

E vocês, como  e onde conheceram o amor da sua vida?