Citações #27

Citações #27

Faz tempo que não trago citações por aqui, não é mesmo? E as de hoje são do livro A ascensão da Dama da Noite, uma fantasia cheia de passagens que nos fazem refletir. Era tanta coisa que merecia ser destacado que vejam só quantos trechos deixei de fora da resenha!

“O pior tipo de cegueira, aquela em que os olhos da alma estão fechados”

Como mencionei na resenha, ao longo da história acompanhamos alguns personagens que se libertam e que acabam tendo de se conhecer melhor para seguir novos rumos.

“Obedecer à ordem de correr foi um aprendizado dolorido”

 

“Não podia ajuda-los nem se quisesse. Eu também não sabia quem ou o que eu era”

A narrativa ainda se volta, por diversas vezes, ao passado (muitas vezes doloroso) de alguns dos personagens.

“A lembrança tende a jogar seu verniz mágico sobre os melhores momentos, fazendo com que pareçam mais bonitos na recordação”

 

“Lembrar é dolorido, querida, mas é assim que toda cura começa”

E é esse passado que faz com que muitos rumos sejam tomados ao longo da história, desencadeando vinganças, lutas e mudanças.

“As pessoas costumam mudar a maneira de ver o mundo quando são feridas”

 

“O passar dos anos muda a perspectiva das pessoas”

Por conta de tudo o que mencionei até aqui — e por muitos outros motivos — esse livro também nos ajuda a refletir sobre nós mesmos e nossas escolhas.

“Quantas decisões erradas eram necessárias para condenar uma existência?”

 

“Abrir mão das coisas que temos apreço é que é difícil”

Se com as passagens acima vocês já conseguiram perceber o quanto esse livro é intenso, saibam que ainda há muito mais por trás das páginas dele. Mas vou ficando por aqui, com mais dois trechos, que falam sobre o peso da experiência.

“Velhice é quando o espírito perde a vontade de continuar. Quando a experiência esmaga o gosto pela descoberta”

 

“Só quem já se quebrou sabe o valor de manter-se inteiro”

Para ler A ascensão da Dama da Noite clique aqui.
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Hamburguerias [1] — Jerônimo

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Não, meu caro leitor, a sua fome não está te fazendo ver coisas! Quem me acompanha por aqui sabe que no Resumão de Setembro eu falei que estava com alguns novos planos para o Blog. E cá estou eu, inaugurando a mais nova seção do Blog das Tatianices: Hamburguerias. E por que? Oras, porque eu amo um bom hambúrguer e nada como poder unir o útil ao agradável! O Blog continua sendo de livros. Mas também será de hamburgers (e o que mais de na telha).

A ideia é trazer por aqui, vez ou outra, um post sobre alguma hamburgueria que fui, com fotos, preços e, claro, minha opinião sobre o local e sobre o lanche que comi. Sou meio fresca com comida, então vocês quase sempre verão por aqui lanches mais simples. Até mesmo hambúrguer com muito bacon eu tento evitar. Mas, sempre que possível (leia-se: sempre que eu lembrar) vou tentar comentar sobre as opções do cardápio, principalmente lanches vegetarianos.

E fica um alerta: não leia esses posts se estiver com fome!

Para dar início à essa maravilha, decidi falar sobre o Jerônimo Burguer. Bora?

Para quem não sabe, o Jerônimo é uma rede fast food do mesmo dono do Madero. Então, se você conhece o Madero, já deve imaginar que o Jerônimo é de dar água na boca. Mas o que torna tudo ainda melhor são os preços! Claro que preços menores também tiram um pouco da qualidade (e até da beleza) dos lanches, mas eles continuam sendo ótimos (já comi mais de uma vez, confesso).

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Desculpa, gente, a fome era tanta que não deu para caprichar um pouco mais na foto!

Apesar do Jerônimo ser uma rede, só conheço uma das unidades, então meus comentários são baseados no que vi ali. A unidade em questão é a do Habitat Bradesco (São Paulo).

O ambiente é super agradável e descontraído, com música ambiente, mesas de tamanhos variados e algumas até com tomada, luzes bonitas e grafites bem coloridos. O pedido é feito em totens onde, ao final, você escreve o nome pelo qual quer ser chamado.

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Com relação a esses totens e ao fato de você retirar seu pedido quando chamado por seu nome, algumas considerações:

  1. Cuidado com nomes muito comuns! Na hora de ser chamado, você pode acabar pegando o pedido de outra pessoa com o mesmo nome que o seu. Na notinha do pedido tem um número de controle também, não se esqueça de verificá-lo.
  2. Falta de acessibilidade para surdos. Sim, porque, para retirar o pedido, você aguarda ser chamado por seu nome. Ao menos na unidade em que fui, não havia uma telinha mostrando os nomes chamados. Uma coisa simples, mas que faria toda a diferença nesse quesito.

O lanche fica pronto rápido e, apesar de relativamente simples, é extremamente saboroso. A maionese deles é excelente, não deixe de pegar! Com essas batatas onduladas então, fica sensacional!

As opções de lanche não são muito variadas: tem cheeseburger (que foi o que comi), cheeseburger bacon, cheeseburger chicken crispy e cheeseburger vegetariano. Todos os lanches podem ser consumidos no tamanho P, M, G ou GG.

Eu também já provei a salada deles, que é bem básica, mas muito saborosa: alface, tomate, bacon e um molho especial. Sim, vai bacon na salada. Por mais que seja possível pedir sem bacon, isso me fez refletir se ela seria uma opção realmente vegetariana.

Nunca experimentei as sobremesas deles, então fico devendo uma opinião sobre isso…

Quem aí já foi no Jerônimo Burguer?

Faca na Língua — Eunice Mendes

Título: Faca na língua
Autora: Eunice Mendes
Editora: AGWM Editores
Páginas: 158
Ano: 2019

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Faca na língua é uma obra singular que nos traz contos variados e um projeto gráfico lindo; uma coletânea que nos faz refletir sobre a vida em seus mais diversos aspectos; um livro que surge da necessidade de colocar no mundo as palavras que estão dentro de nós.

“Acredito que as palavras podem ser janelas abertas para o amanhã”

(p.13)

A obra é dividida em três seções: Personificação, Alteridade e Persona. A seção de que mais gostei foi Personificação, que além de ser a primeira, já começa nos dando diversos tapas na cara.

“Silêncio traz verdades incômodas e impede de nos escondermos sob a luz da ignorância”

(p.19)

Por falar em gostar, alguns dos contos que mais chamaram minha atenção foram:

  • Silêncio: é o primeiro conto do livro, abrindo-o de forma impactante e reflexiva (o trecho acima foi retirado justamente deste conto);
  • Decreto: por retratar o peso daquilo que “profetizamos” aos outros;
  • Livre-arbítrio: pelo questionamento da obrigatoriedade do desejo e do prazer sexual;
  • Dança urbana: pelo retrato fiel de um horário de pico, em apenas duas linhas.

Esse são apenas alguns. Eu conseguiria destacar tantos outros, pois em diversos momentos ao longo da leitura tive de parar, respirar refletir. Os contos são de tamanhos diferentes e há inclusive uma página com três contos que mais parecem três poemas (não só pelo tamanho, mas também pela disposição no papel).

“A busca extenuante por respostas virou sua vida de cabeça para baixo”

(p.51)

Quando vamos chegando ao final do livro podemos ter a sensação de conhecer o eu lírico dos contos ou até mesmo a autora. Isso porque algumas temáticas vão e voltam, mas sem que fiquem repetitivas.

“Tinha se acostumado tanto a enxergar a vida pelo reflexo do espelho que se esquecia de continuar vivendo o dia a dia, retirar o lixo e entulhos, fechar portas e janelas. Acessava o mundo por meio daquela janela translúcida que dispensava a necessidade de atravessar barreiras ou pontes”

(p. 99)

Ao longo das páginas, portanto, nos deparamos com textos que falam sobre isolamento, preconceito, identidade (e a perda dela), envelhecimento, relações familiares e até dor nas costas.

“O homem deformado foi embora para sempre. A humanidade e seu aleijão permaneceram”

(p.47)
Para conhecer melhor esses contos, clique aqui.

O preço do céu — Michelle Pereira

Título: O preço do céu — um conto de Guardião do Medo
Autor: Michelle Pereira
Editora: Publicação independente
Página: 19
Anos: 2017

preço do céu

“Não é a natureza que faz uma criatura boa ou má. São as circunstâncias”

Começo a resenha de hoje indo direto ao texto, porque a passagem acima, sem dúvidas, resume muito bem o que encontramos em O preço do céu, um conto de Guardião do Medo que nos apresenta Israel e Selene.

Israel era em grande guardião. Mais exatamente o Segundo Decantador da ordem dos Guardiões da Criação. Selene, sua filha, por outro lado, sempre fora uma criança renegada por tudo e todos (menos por seu pai, Israel, que parecia amá-la e protegê-la a todo custo).

“Todos tinham medo da garota, de sua aparência. Ela não era bonita, achava. Estava enganada, certamente. Sua beleza era sem igual. Imponente, sóbria. Mas estava no lugar errado. Seu tipo de beleza não se encaixava ali. E nunca se encaixaria”

Aos poucos o passado vai se revelando e passamos a compreender que há muito mais por trás do sofrimento de Selene. Ela não é renegada apenas por sua aparência, mas por ser quem é: fruto de um amor proibido e que não foi suficiente para salvar sua mãe.

Assim sendo, Selene só tem ao pai. Mas o amor dele será capaz de mantê-la viva? E se ela sobreviver, o que restará: luz ou sombra?

Quer saber qual é o destino de Selene? Clique aqui.

Tatianices Recomenda [21]

Tatianices recoemnda

Tenho tanta coisa para indicar para vocês que esse post vai ser 3 em 1. Bora?

Primeiro, como costumo trazer todo começo de mês, indicações para os desafios literários que, uma vez mais, estão difíceis (mas não impossíveis)! Por exemplo, a Geração Editorial nos desafia com um livro de um gênero que você nunca tenha lido… Eu não sei que gênero nunca li (e se não li, como indicaria aqui?)

A Livraria Cultura, por outro lado, nos desafia com um livro que já tenha sido censurado. Bem, essa já é mais fácil (infelizmente).

   

(Clica nas capas dos livros para saber mais sobre eles)

Mas fácil mesmo (para mim) foi o desafio do Skoob: um livro de um autor italiano ou espanhol!

     

(Clica nas capas dos livros para saber mais sobre eles)

A segunda indicação que trago a vocês é a peça Malala: a menina que queria ir para a escola. Trata-se de uma montagem voltada para o público infantil que retrata bem a história contada por Malala Yousafzai em seu livro. Com um cenário relativamente simples, roupas coloridas, percussão ao vivo e músicas (algumas inclusive compostas pela Adriana Calcanhoto!), a peça consegue prender a atenção de todos — dos mais novos aos mais velhos — e nos faz rir, nos emociona e nos encanta.

Malala: a menina que queria ir para a escola está em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até o dia 28/10. A peça é apresentada aos sábados e domingos, às 15hrs e o valor dos ingressos variam de R$45,00 a R$90,00. Para mais informações, clique aqui.

Por fim, uma indicação de evento literário (além do que já divulguei semana passada, aqui) que ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro, também em São Paulo, mas dessa vez no pátio do Instituto Italiano de Cultura (Av. Higienópolis, 436): trata-se da Feira do Livro Italiano! Nos dois dias o evento vai rolar das 10h às 18h e a entrada é gratuita (mas já estou preparando meus bolsos para falir por lá…). Além de livros, haverá exposição de ilustrações, encontros com escritores e poetas e oficinas voltadas para as crianças;

Ufa, quanta coisa boa, hein?

A ascensão da Dama da Noite — Luciano Maia

Título: A ascensão da Dama da Noite — As crônicas de Aljana
Autor: Luciano Maia
Editora: Viseu
Páginas: 250
Ano: 2019

ascensão

A resenha de hoje é para você que gosta de fantasias bem escritas ou então para você que acha que não há bons livros de fantasias escritos por brasileiros (é cada coisa que a gente tem que ler nesse mundo, né?).

A ascensão da Dama da Noite nos traz uma narrativa complexa. Para que vocês tenham uma ideia, a história tem três focos que vão se alternando a cada capítulo: a história da Dama da Noite, que dá título ao livro, e que vive com o Grão Mestre; cenas que se passam no castelo do Rei Marcado, nos mostrando, principalmente, o monarca em questão; a libertação (em diversos sentidos) de alguns personagens e os rumos que eles tomam, guiados, de uma forma ou de outra, pelo Grande Rei.

“— É preciso compreender o passado para podermos nos transformar em algo melhor”

Eu demorei um pouco para realmente mergulhar na história devido à minha dificuldade com nomes, ainda mais porque esse livro não facilitou nem um pouco: passei capítulos confundindo o Grande Rei e o Grão Mestre (shame on me).

“Revelar o nome a alguém significava tornar-se vulnerável”

Em A ascensão da Dama da Noite conhecemos Lúmen, um continente controlado pelos detentores de magia, os Magis, que são seres que possuem uma vesícula, além da glândula Magísterus, que os permite produzir o mana necessário para sentir e manipular a magia. Como em toda sociedade, porém, há Magis mais poderosos que outros e existem diversas formas de dominação.

“O mundo era injusto. Os perversos conquistavam o que queriam e os bons caíam. Parecia-lhe que a maldade compensava”

Este é um livro de fantasia que fala muito sobre vingança, poder, força. É como se uma nuvem escura pairasse sobre a história. Mas também é um livro que nos faz pensar, que toca em pontos importantes sobre quem somos e as escolhas que fazemos. Um livro com metáforas e com muitas possibilidades interpretativas.

“Cada escolha que fazemos nos leva a algum lugar, as suas os trouxeram até aqui”

Ao longo das leituras, conforme as peças desse quebra-cabeça narrativo vão se encaixando, vamos nos surpreendendo mais e mais. Mas, sendo A ascensão da Dama da Noite apenas o primeiro volume das Crônicas de Aljana, há muito por vir! Algumas pontas ainda ficaram soltas e há muito para acontecer e ser revelado neste mundo (literalmente) fantástico.

“O mundo havia se transformado num lugar imprevisível e perigoso”

Apesar dos três focos narrativos que mencionei no início deste resenha, fica claro (até mesmo pelo título) que o destaque deste primeiro volume é a jornada da Dama da Noite, e, por isso, acompanhamos acontecimentos desde a sua infância até o momento em que ela ascende a altos cargos, antes tão inalcançáveis para ela.

“Muitos vão duvidar de sua capacidade, de seu poder e até de quem você é”

Que jornada surpreendente. Que personagem única. a Dama da Noite é aquela mulher que teve uma infância difícil e solitária e que deu a volta por cima, se recuperou e lutou para se tornar reconhecida. Mas também para se vingar de tudo e todos…

Se você acha que não pode deixar de conhecer todos os mistérios de A ascensão da Dama da Noite, clique aqui.

 

Clube de Leitura da Percursos Idiomas

V Clube de Leitura da Percursos Idiomas

Hoje trago a vocês um post mais que especial! Vim falar sobre o V Clube de Leitura da Percursos Idiomas. Mas, vamos por partes, certo?

Percursos Idiomas é uma Cooperativa de Idiomas localizada no coração de São Paulo, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Além dessa localização incrível, a escola conta com um time de professores excelentes, que dão aulas de inglês e francês, em grupo, aulas individuais, cursos especiais, preparatórios para exames… Tudo com ótima qualidade e, principalmente, muito carinho.

Além dos cursos, a Percursos organiza, de tempos em tempos, Clubes de Leitura. O V Clube de Leitura será sobre o livro Como fazer amor com um negro sem se cansar (Danny Laferrière) e será ministrada pela profa. Grabriela Azevedo.

Informações sobre o curso:

Carga horária total: 9h (5 encontros de 1h30)
Nº de alunos: mínimo 4, máximo 8
Dias e horários: segundas das 8h às 9h30
Nível mínimo: B1
Data de início: 21/10/2019
Data de término: 18/11/2019
Investimento: Taxa de matrícula (R$75) + Curso (2x R$225 = R$ 450)
Obs.: livro não incluso

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Se liga nessa: se você disser que chegou ao curso através da divulgação no Blog das Tatianices você consegue isenção da taxa de matrícula!

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Sobre a professora do curso:

Gabriela Lopes de Azevedo é mestranda da Universidade de São Paulo (USP) em Literatura Brasileira, onde pesquisa a lírica da cidade na poesia do modernismo brasileiro. Possui pela mesma universidade bacharelado e licenciatura em Letras nas habilitações Português e Francês (USP, 2018). Realizou uma dupla diplomação na Université Paris IV Sorbonne (França) onde obteve o diploma de Letras Modernas (Francês Língua Estrangeira/Português Língua Estrangeira).

Atuou em escolas de idiomas como professora de francês, em escolas nacionais e internacionais como corretora de redação de português e participou da organização de eventos voltados para a divulgação da literatura brasileira na França.

Apesar da professora ter formação em língua francesa e do livro ser de um autor francês, as discussões serão em português, então, se você está meio enferrujado na pronúncia do francês, não se preocupe e ainda aproveite essa oportunidade para conhecer a Percursos!

Para reservar sua vaga, basta mandar um inbox para eles no Facebook, chamar no whatasapp (11 9-9787-7344) ou mandar um email (contato@percursosidiomas.com.br). E não esquece de mencionar que viu a divulgação no Blog das Tatianices!

Sobre cacos de vidro — Juju Figueiredo

Título: Sobre cacos de vidro
Autora: Juju Figueiredo
Editora: Publicação independente
Páginas: 89 páginas 
Ano: 2019

Cacos de vidro

Só pelo título deste livro já podemos ter ideia de que se trata de uma história complicada, provavelmente não muito feliz. Ao mesmo tempo, é difícil adiantar o que realmente encontraremos ao longo das páginas.

“Estava perdida, completamente perdida, e não sabia o que fazer para me reencontrar”

Lily — a personagem que narra boa parte dos capítulos de Sobre cacos de vidro — é uma mulher forte, e que vivenciou uma situação que nenhuma mulher gostaria de vivenciar. É interessante como isso nos é revelado ao longo da história: de maneira gradual, até passar a falar diretamente sobre o assunto.

“Aquela criança jamais me lembraria o monstro que me destruiu, ela só me trazia felicidade, amor, paz e segurança”

Quando se descobriu grávida, Lily pensou em abortar. Quando a criança nasceu, porém, tudo mudou e ela se apegou de tal maneira à criança que dali, apesar de tudo, nasceu uma linda relação de mãe e filho.

Tentando se reerguer, Lily muda de país, trabalha bastante e vive por seu filho. Uma mulher forte, mas totalmente fechada para relacionamentos, com muito medo de se entregar.

“Não sabia dizer em que ponto eu me quebrei ou até mesmo quando desisti de me reconstruir. Apenas sei que minha vida não era nada menos que cacos espelhados pelo chão.”

Tudo muda — mas aos poucos — quando Pedro aparece, decidido a quebrar todas as certezas e medos de Lily. De início, ela tenta negar seus sentimentos, mas Pedro está realmente decidido a conquistá-la. E assim começa uma nova fase na vida de Lily.

“E eu olhei para ela, não gostava de imaginar tudo o que ela tinha passado, seu olhar era triste”

Cacos de vidro é o terceiro volume da Série Recomeços (os anteriores são Simplesmente amor e Entre girassóis), composta por histórias independentes mas com algo em comum: apresentar protagonistas fortes, que passam por dificuldades e que retratam algumas duras realidades vividas por mulheres em nossa sociedade.

Caso queira saber como termina a história de Lily, clique aqui.

Livros em Pauta — evento literário

Livros em pauta blog

Aproveitando que hoje é sexta, queria deixar aqui a recomendação de um evento literário que acontecerá na cidade de São Paulo no próximo dia 12/10 (sábado): o Livros em Pauta, da Editora Andross. E querem saber da melhor? O Blog das Tatianices estará lá, cobrindo o evento! Estou super ansiosa para fazer parte disso de uma maneira nova para mim, registrando tudo!

O local? Rua Domingos de Morais, 1581 (pertinho do metrô Vila Mariana – Linha Azul)

O preço da entrada? GRATUITO!

O horário? Das 11h às 20h (confira a programação completa e recheada aqui)

Um pouco mais sobre o Livros em Pauta:

O LIVROS EM PAUTA foi criado pelo escritor Edson Rossatto com o intuito de promover o encontro de escritores, editores, críticos literários e demais profissionais do livro com leitores e escritores amadores, para discussões sérias e também para bate-papos descontraídos por intermédio de atividades gratuitas, como mesas-redondas, palestras, sessões de autógrafos e lançamentos de livros.

Até a 4ª edição, as temáticas giravam em torno apenas de “livros e literaturas” e o evento ostentava o subtítulo “Encontro de leitores com escritores e outros profissionais do livro”. Contudo, o consumidor de livros, ao longo dos anos, passou a apreciar outros tipos de mídias correlatas, como quadrinhos, cinema, séries de tv, jogos de RPG e games. Basicamente essas pessoas consomem histórias, não importando em qual tipo de mídias elas se apresentam.

Assim, atualizando o evento para novos tempos, a partir da 5ª edição, o LIVROS EM PAUTA passou a contemplar atividades culturais relacionadas a outras mídias, adotando, então, o subtítulo “Congresso de Literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds”.

 Fonte: http://andross.com.br/2018/09/24/o-evento/

Essa 5º Edição também é especial porque a Andross Editora está completando 15 anos! E quem ganha somos nós: haverão 3 sorteios de brindes incríveis, sem contar que você pode garantir um livro de forma gratuita, preenchendo o formulário disponível aqui.

A programação do evento está bem atraente: tem bate-papo, palestra, lançamento de livro, pocket show, entrega do Prêmio Strix de Literatura e, claro, a comemoração de aniversário da Andross.

E aí, quem vamos?

Os doze signos de Valentina — Ray Tavares

Título: Os doze signos de Valentina
Autora: Ray Tavares
Editora: Galera
Páginas: 389
Ano: 2017 (1º edição)

os doze signos

(Leia essa resenha ao som de “Dias atrás“)

Eu pergunto a vocês: que droga tem nesse livro que nos deixa viciado nele? A escrita? O enredo? A combinação dos dois? Definitivamente, a combinação dos dois!

Isadora — ou Isa — é uma jovem que após seis anos de namoro descobre que seu namorado a está traindo com uma de suas amigas da faculdade. E esse episódio, durante longos meses, destrói toda a crença no amor que Isadora tem (e nos faz odiar Lucas — o tal ex — o livro inteiro, por mil motivos além desse).

“O negócio é que nenhum filme da Disney te prepara para a dor de uma traição, ou a constatação de que os seis anos que se passaram não significaram absolutamente nada para a pessoa com quem você compartilhou cada alegria e tristeza”

(p.17)

Um belo dia, Marina, prima de Isa, cansada de vê-la neste estado a arrasta para uma balada na Augusta (sim, porque a história se passa em São Paulo e Isa é gente como a gente). Lá Isa perde a linha, mas também descobre o porquê de seu relacionamento não ter dado certo: ela era ariana e Lucas, pisciano. Ok, isso pode parecer absurdo, mas naquele momento, fazia total sentido par Isa.

“Por que é que a gente tem esse estranho fetiche de nos sabotar?”

(p. 27)

Na semana seguinte, Isa descobre que terá de criar um blog investigativo para uma das disciplinas de sua faculdade de jornalismo. E então ela decide unir o útil ao agradável: ela cria um blog para narrar sua experiência beijando um garoto de cada signo do zodíaco. O blog deve ser criado com um pseudônimo — por isso os doze signos de Valentina — e apenas o professor da disciplina sabe quem é o administrador de cada um dos blogs.

A escrita de Isa em seu blog e a escrita do livro em si, se misturam, sendo ambas deliciosas de se ler (queria eu escrever assim!). E mesmo que nós, leitores, tenhamos o privilégio de saber quem administra o blog (lembrando que os personagens do livro não têm essa mesma sorte), a história não se torna menos intensa.

Claro que talvez tenha contribuído para meu vício nesse livro o fato de que sou aquariana com ascendente em peixes e esses terem sido os dois últimos signos a aparecer na história (já que Valentia faz o favor de seguir a ordem dos signos, ao menos em grande parte…). Como eu estava curiosa!! Mas a espera valeu à pena. E não se trata de uma questão de acreditar piamente em signos, mas sim de conseguir detectar pontos de identificação.

Os doze signos de Valentina é um livro e tanto: fala sobre traição e sobre a superação disso, fala sobre o amor e suas frustrações e alegrias, fala sobre perdão, fala sobre sororidade, faz várias críticas (e autocríticas) sociais e ainda fala sobre signos. Sem contar que essa história arrancou muitas gargalhadas de mim, quase me fez perder a estação que deveria descer algumas vezes e não sei como não me deixou numa bela ressaca literária.

“E, apesar da nossa ânsia por histórias que inovem e fujam do clichê, não existe nada mais gostoso do que assistir a um final feliz”

(p.358)

E se você acha que Isadora se apega com todas as suas forças aos signos e faz deles a sua religião, já te adianto que você está se enganando. Esse é um ótimo livro para refletirmos sobre o assunto de maneira leve e ainda abrindo margem para um pouco mais de autoconhecimento.

Os doze signos de Valentina foi meu primeiro contato com a escrita da autora Ray Tavares e já me apaixonei. Estou doida para ler as outras obras dela.

E se você ficou querendo saber mais sobre as peripécias de Isadora — só Isa —, clique aqui e saiba como se dá essa história.