Clube de Leitura da Percursos Idiomas

V Clube de Leitura da Percursos Idiomas

Hoje trago a vocês um post mais que especial! Vim falar sobre o V Clube de Leitura da Percursos Idiomas. Mas, vamos por partes, certo?

Percursos Idiomas é uma Cooperativa de Idiomas localizada no coração de São Paulo, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Além dessa localização incrível, a escola conta com um time de professores excelentes, que dão aulas de inglês e francês, em grupo, aulas individuais, cursos especiais, preparatórios para exames… Tudo com ótima qualidade e, principalmente, muito carinho.

Além dos cursos, a Percursos organiza, de tempos em tempos, Clubes de Leitura. O V Clube de Leitura será sobre o livro Como fazer amor com um negro sem se cansar (Danny Laferrière) e será ministrada pela profa. Grabriela Azevedo.

Informações sobre o curso:

Carga horária total: 9h (5 encontros de 1h30)
Nº de alunos: mínimo 4, máximo 8
Dias e horários: segundas das 8h às 9h30
Nível mínimo: B1
Data de início: 21/10/2019
Data de término: 18/11/2019
Investimento: Taxa de matrícula (R$75) + Curso (2x R$225 = R$ 450)
Obs.: livro não incluso

************

Se liga nessa: se você disser que chegou ao curso através da divulgação no Blog das Tatianices você consegue isenção da taxa de matrícula!

************

Sobre a professora do curso:

Gabriela Lopes de Azevedo é mestranda da Universidade de São Paulo (USP) em Literatura Brasileira, onde pesquisa a lírica da cidade na poesia do modernismo brasileiro. Possui pela mesma universidade bacharelado e licenciatura em Letras nas habilitações Português e Francês (USP, 2018). Realizou uma dupla diplomação na Université Paris IV Sorbonne (França) onde obteve o diploma de Letras Modernas (Francês Língua Estrangeira/Português Língua Estrangeira).

Atuou em escolas de idiomas como professora de francês, em escolas nacionais e internacionais como corretora de redação de português e participou da organização de eventos voltados para a divulgação da literatura brasileira na França.

Apesar da professora ter formação em língua francesa e do livro ser de um autor francês, as discussões serão em português, então, se você está meio enferrujado na pronúncia do francês, não se preocupe e ainda aproveite essa oportunidade para conhecer a Percursos!

Para reservar sua vaga, basta mandar um inbox para eles no Facebook, chamar no whatasapp (11 9-9787-7344) ou mandar um email (contato@percursosidiomas.com.br). E não esquece de mencionar que viu a divulgação no Blog das Tatianices!

Anúncios

Livros em Pauta — evento literário

Livros em pauta blog

Aproveitando que hoje é sexta, queria deixar aqui a recomendação de um evento literário que acontecerá na cidade de São Paulo no próximo dia 12/10 (sábado): o Livros em Pauta, da Editora Andross. E querem saber da melhor? O Blog das Tatianices estará lá, cobrindo o evento! Estou super ansiosa para fazer parte disso de uma maneira nova para mim, registrando tudo!

O local? Rua Domingos de Morais, 1581 (pertinho do metrô Vila Mariana – Linha Azul)

O preço da entrada? GRATUITO!

O horário? Das 11h às 20h (confira a programação completa e recheada aqui)

Um pouco mais sobre o Livros em Pauta:

O LIVROS EM PAUTA foi criado pelo escritor Edson Rossatto com o intuito de promover o encontro de escritores, editores, críticos literários e demais profissionais do livro com leitores e escritores amadores, para discussões sérias e também para bate-papos descontraídos por intermédio de atividades gratuitas, como mesas-redondas, palestras, sessões de autógrafos e lançamentos de livros.

Até a 4ª edição, as temáticas giravam em torno apenas de “livros e literaturas” e o evento ostentava o subtítulo “Encontro de leitores com escritores e outros profissionais do livro”. Contudo, o consumidor de livros, ao longo dos anos, passou a apreciar outros tipos de mídias correlatas, como quadrinhos, cinema, séries de tv, jogos de RPG e games. Basicamente essas pessoas consomem histórias, não importando em qual tipo de mídias elas se apresentam.

Assim, atualizando o evento para novos tempos, a partir da 5ª edição, o LIVROS EM PAUTA passou a contemplar atividades culturais relacionadas a outras mídias, adotando, então, o subtítulo “Congresso de Literatura, quadrinhos, RPG e outras mídias nerds”.

 Fonte: http://andross.com.br/2018/09/24/o-evento/

Essa 5º Edição também é especial porque a Andross Editora está completando 15 anos! E quem ganha somos nós: haverão 3 sorteios de brindes incríveis, sem contar que você pode garantir um livro de forma gratuita, preenchendo o formulário disponível aqui.

A programação do evento está bem atraente: tem bate-papo, palestra, lançamento de livro, pocket show, entrega do Prêmio Strix de Literatura e, claro, a comemoração de aniversário da Andross.

E aí, quem vamos?

Divagações: falando sobre números

Divagações_ conversando sobre números

Ando pensando em números e quem me conhece sabe o quanto isso pode ser estranho: veja bem, resolvi cursar Letras — dentre outros motivos, claro — para tentar fugir dos temidos números e agora estou aqui, mais presa que nunca a essa assunto.

Sim, números são importantes e eu não poderia viver totalmente sem eles, mas o problema é quando eles se tornam uma obsessão. E às vezes é assim que os vejo, não só de minha parte, mas na sociedade em geral.

O Instagram foi uma rede social que ajudou a fomentar esse debate sobre números, tanto é que, agora, não podemos mais ver quantas curtidas tem nas fotos dos outros. Mas ainda podemos acompanhar de pertinho o número de seguidores de cada um…

Sempre que me inscrevo para parcerias — com escritores ou editoras — também me pego pensando sobre essa importância que damos aos números, uma vez que sempre acabam pedindo algum tipo de estatística, seja número de seguidores, curtidas ou visualizações.

O problema é que isso vai se tornando um (péssimo) hábito. Eu perco as contas (olha os números aí, minha gente!) de quantas vezes clico nas estatísticas do Blog (diariamente) para ver como anda o movimento, e ainda compará-lo com o dia anterior, com a semana anterior e com o mês anterior. Também me pego vendo quantos seguidores tenho no Instagram, quanto livros eu já li e como está minha colocação na meta de leitura do Skoob. E, aos poucos, essa vício nos números vai se tornando doentio.

Isso sem contar o fato de que me preocupo com quantos passos dei no dia (e na semana e no mês) — já que meu celular faz o favor de contar por mim — com quantas horas durmo, com quantas garrafas de água bebi, com cada centavo que tenho em minhas conta bancárias. E, claro, ainda tinha de estar em um emprego onde quantidade é algo que importa muito.

Nada contra números, mas tudo contra esses hábitos insanos que tenho criado e cultivado. Vale mais fazer as coisas com qualidade do que em grandes quantidades. Mas, ainda que saber disso já seja um bom passo, sei que ainda tenho muito a melhorar (aceito dicas) e que, sem dúvidas, desacelerar é preciso.

Por que eu gosto da Amazon?

Por que eu gosto da

Hoje eu resolvi trazer um post um pouco diferente, explicando os motivos que me fazem, muitas vezes, comprar livros — e mesmo outros produtos — na Amazon, bem como as mudanças que ocorreram nos meus hábitos de leitura depois que ganhei um Kindle. E, aproveitando o tema, vim apresentar o Amazon Prime também.

Um dos primeiros motivos pelos quais compro na Amazon é a comodidade: quase sempre o que quero comprar são livros e dificilmente não encontro aquele que quero nesse site. Além disso, é possível até mesmo encontrar preços variados, livros seminovos etc. E bem, tudo isso sem que eu precise me deslocar para lugar algum. Isso é ótimo para quando precisamos comprar um livro específico e com certa urgência, mas certamente não troca o prazer de ficar andando a esmo em uma livraria, apenas se deliciando com a infinidade de livros e encontrando títulos incríveis por acaso (e indo à falência por causa disso, mas uma falência deliciosa). De qualquer forma, quando quero presentear alguém com um livro, acabo comprando pela Amazon, porque sempre lembro de comprar em uns momentos muito aleatórios e quando estou em casa.

Outra vantagem da Amazon é que, em alguns casos, acontece do frete ser grátis (para isso é preciso consultar a política deles). Ah, e tem também o fator rapidez: tem produto que acaba chegando em menos de dois dias!! Como eu disse, vale a pena para casos de urgência (obviamente, caso você não tenha como passar numa livraria, o que poderia ser ainda mais rápido, ou então quando o livro que você precisa não está disponível em livraria alguma — coisa que, infelizmente, acontece).

Esse ano ainda ganhei um Kindle (talvez eu tenha pedido ele para o meu irmão, de presente de aniversário…), que é o e-reader da Amazon, pois muitas das parcerias que fechei (e ainda estou fechando) eram (são) para a leitura de ebooks e eu estava fazendo essas leituras pelo celular (sim, porque para quem não tem um kindle, é possível baixar o aplicativo do Kindle no celular, no computador, em um tablet…).

Ter ganhado um Kindle fez com que eu consumisse ainda mais ebooks nacionais, uma vez que, além dos parceiros, muitos autores nacionais acabam deixando, dia ou outro, seus livros totalmente gratuitos para download. E isso é outra coisa muito bacana do Kindle: é possível encontrar milhares de ebooks gratuitos ou por preços muito baixos, e esses itens são renovados quase que diariamente! O único problema é que a fila de “não lidos” só aumenta…

Também tem gente que acaba usando o Kindle Unlimited, uma espécie de Netflix de livros: você paga uma mensalidade e tem acesso a mais inúmeros ebooks de forma “gratuita” (lembre-se que você paga uma mensalidade). Nesse caso, porém, se não estou enganada, é como se você pegasse o livro emprestado, ele não fica baixado para sempre no seu Kindle. Com relação a esse serviço, ainda não experimentei, (apesar de ser possível fazer isso por 30 dias de forma gratuita) pois, como eu disse, minha lista de livros (físicos e digitais) não lidos ainda está imensa.

Outra vantagem do Kindle é a praticidade: ele é leve e não ocupa muito espaço. Eu consigo carregar ele em quase todas as minhas bolsas (até nas menores que tenho) e ele não fica pesando. E o melhor: se eu acabo um livro no meio do caminho, já posso logo iniciar a leitura de outro, porque eles estão ali, ao alcance da mão. E meu kindle é o paperwhite, ou seja, ele tem iluminação embutida, o que me permite ler em QUALQUER lugar, inclusive no escuro! Para quem viaja muito (de ônibus ou avião, por exemplo) e não consegue dormir, é ótimo: você pode ler sem atrapalhar seu vizinho!

Antes do meu kindle eu era daquelas que defendia ferrenhamente livros físicos. Hoje não vou dizer que não os prefira, mas certamente me rendi aos encantos da praticidade dos ebooks. Mas se me perguntarem o que prefiro entre físico e ebook… Físico ganha sem pestanejar!

Por fim, essa semana, a Amazon anunciou uma mega novidade: o Amazon Prime.

Em uma combinação de benefícios de compra e entretenimento, o Amazon Prime chega para tornar a vida das pessoas mais fácil e divertida, em uma única assinatura, por apenas R$9,90/mês. Ao assinar o Amazon Prime o cliente tem acesso a frete GRÁTIS ilimitado em milhões de produtos elegíveis e acesso a filmes, séries, músicas, eBooks, revistas, jogos, ofertas exclusivas e muito mais.

Já ouvi críticas, já vi gente amando… Mas ainda não testei. E você, o que acha?

Precisamos conversar sobre a Bienal

Precisamos conversar sobre a Bienal

Resolvi adiar todos os posts do Blog pelo “simples” fato de que precisamos conversar sobre o que aconteceu na 19º Bienal do Livro carioca, na última sexta-feira (acontecimento que teve seus desdobramentos sábado e domingo também, últimos dias do evento).

Caso você, leitor deste Blog, viva numa bolha maior que a minha (porque olha, nunca vi pessoa tão desinformada quanto eu!) e não saiba do que estou falando, explico: na sexta-feira (06/09) foi divulgado que na quinta-feira (05/09) o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, havia determinado que “Vingadores, a cruzada das crianças” fosse recolhido por conter a imagem de um beijo entre dois homens (imagem essa que eu talvez nunca tivesse visto se não fosse essa idea babaca, que teve como resultado a veiculação de tal imagem em diversas mídias). No mesmo dia, “fiscais da prefeitura” também foram à Bienal para identificar e lacrar livros “impróprios” (leia-se: livros LGBTQ+). Obviamente houve muita reação a esses absurdos e vale à pena dar uma pesquisada!

Diante de tudo isso eu não poderia ficar calada. Eu precisava ao menos vir desabafar (depois de baixar milhares de ebooks LGBTQ+). Meu último post aqui foi com  indicações de livros que falam sobre suicídio. E nesse post eu comentei que fiz isso porque sei o quanto livros são importantes, o quanto eles podem nos ajudar.

Ora essa, a mesma lógica serve para os livros LGBTQ+! Quantas pessoas que fogem do padrão imposto por uma sociedade retrógrada já não encontraram nos livros um refúgio, uma força pra seguir em frente, um consolo? E quantas pessoas que se encaixam no padrão imposto por uma sociedade retrógrada não puderam aprender com livros desse tipo, passando a respeitar e a ter empatia com os outros?

Vamos dizer que eu faço parte desse segundo grupo (pessoas que se encaixam no padrão imposto por uma sociedade retrógrada). E vamos dizer que eu confesso que, apesar da vontade, ainda não li muitos livros LGBTQ+. Garanto a vocês que um dos livros que mais me marcou na vida foi Menino de Ouro, que fala sobre intersexualidade, um assunto que até então eu praticamente desconhecia. E, além disso, a forma como a história é construída, nos faz pensar muito sobre questões de gênero e identidade. Outra leitura que mexeu muito comigo foi Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo.  Fico pensando quanto mais não posso aprender com outros livros LGBTQ+ que estão na minha lista de desejados (como Um milhão de finais felizes e Conectadas) e com aqueles que não estavam, mas que já adquiri (como No meu lugar e Querido ex,)?

Todo tipo de leitura/literatura é válida e só resta a nós, leitores, apoiarmos nossos escritores (nacionais e internacionais) e contribuir para que a literatura não sucumba à censura.

Aproveito e peço para que deixem nos comentários desse post indicações de livros LGBTQ+ que não podemos deixar de ler!

Como me formei leitora?

Como me

Esse semestre, para um trabalho da faculdade, meu namorado teve de escrever um texto (de no máximo uma página!) sobre como ele se tornou leitor. Ao ler as lindas palavras que ele escreveu, fiquei pensando em como me formei leitora também…

A verdade é que eu tive a sorte de nascer numa família que sempre incentivou a leitura. Minha avó paterna morava em uma casa cheia de livros e meus tios, bem como meus pais, sempre foram bons leitores. Assim sendo, sempre que perguntam qual foi meu primeiro livro eu tenho dificuldades em responder. Realmente, eu não sei. De toda forma, quando ouço essa pergunta, sempre me vem à mente um livro que guardo até hoje, pequenino e com poucas palavras, mas com uma dedicatória de minha professora da pré-escola. Mas também tenho um com uma dedicatória da minha vó. E não sei se algum deles foi meu primeiro livro, mas acredito que não.

Minha vida foi seguindo assim: ganhando livros — alguns com dedicatórias e esses são os mais especiais para mim — lendo-os, guardando-os, por vezes relendo-os. Me tornei uma leitora voraz e, não à toa, resolvi cursar Letras. Passei a comprar livros com meu próprio dinheiro, uma delícia! Mas a carga de leitura da faculdade — e leituras obrigatórias, ou seja, não necessariamente aquilo que eu queria ler — e a falta de tempo me afastaram um pouco dos livros em meu último ano de graduação. Mas o amor sempre vence e eu voltei correndo para os livros na primeira oportunidade que tive.

Esse ano já li muitos livros, já li de tudo um pouco e espero continuar assim até o final do ano. Mas também continuarei sem saber ao certo como me formei leitora. Talvez eu já tenha nascido com essa paixão, passada de geração em geração na minha família. Felizmente.

E você, como se formou leitor(a)?

Entrevista: M. Pattal

VOCÊ É MUITO ESPECIAL!
Hoje trago a vocês um post diferente aqui no Blog das Tatianices! Entrevistei o autor parceiro M. Pattal e aqui estão as respostas dele. Se houver algo em itálico após as respostas do autor, são comentários meus, combinado? Vamos nessa!
1. Desde quando você escreve?
Desde 2013; foi quando terminei meu primeiro livro, de auto-ajuda. Ainda não foi publicado.
2. Qual a melhor parte de ser escritor? E a pior?
A melhor parte é quando um leitor curte a sua obra e te dá um feedback positivo sobre a leitura. Alguns até me emocionam. A pior? Hum… Acredito que é o fato de os brasileiros lerem pouco, e o preconceito com autores nacionais. As coisas estão mudando, mas ainda devagar.
(vocês lembram que eu comentei sobre isso no post Papo Sério?)
3. O que significa ser um escritor no Brasil?
Vida de perseverança. Significa acreditar, mesmo diante das dificuldades. Entre elas: a crise no mercado literário, o preconceito que citei anteriormente, a enorme concorrência para que seu original seja aceito, etc. Por outro lado, existe algo especial: conseguimos ter contato com nossos leitores, um privilégio que o autor estrangeiro não tem em relação ao nosso país, ou que não costuma acontecer com tanta frequência.
4. Quais foram suas inspirações para escrever Adelphos?
Uma das minhas maiores inspirações foi, sem dúvidas, As Crônicas de Nárnia. Mas há também algumas referências a outras Fantasias ou Distopias, tais como: Game of Thrones (as insígnias das 12 Terras de Oykos), Harry Potter (as roupas e os brasões de Adelphia), Jogos Vorazes (os Jogos da Liberdade) e Divergente (a divisão dos Adelphos em Ministérios). Embora haja todas essas referências no livro, considero Adelphos uma estória bem original. Não foi fácil criar o mundo de Oykos com suas peculiaridades.
(Eu sabia que tinha um dedinho de Jogos Vorazes nessa! Mas caramba, haja inspiração! E concordo que, mesmo com essas referências, trata-se de uma história única. Eu amei!)
5. Existe alguma previsão de continuação para Adelphos?
Infelizmente não. Acabei me mudando de Estado e ainda estou me adaptando a essa nova realidade. Houve ainda outros percalços na minha vida pessoal que frearam as sequências de Adelphos (concebido originalmente para ser uma trilogia). No entanto, sei que preciso levar Enzo, Mila e Dan de volta a Oykos, o quanto antes. É o que eles sussurram sempre em meus ouvidos. Uma hora vai acontecer.
(Obrigada Enzo, Mila e Dan por não largarem o M.Pattal. Continuem assim!)
6. Como você chegou à PenDragon?
Um colega escritor publicou uma foto exibindo o contrato com a editora. Então, entrei em contato com ele e recebi boas referências. Decidi enviar meu original e foi aceito. Posso afirmar que a Pendragon é uma editora diferenciada no trato com seus autores. Estou muito satisfeito de tê-la como minha casa de letras.
7. Quando Adelphos foi publicado, quais eram suas expectativas (com relação à recepção do livro, sucesso das vendas, etc)?
Como citei anteriormente, a criação do mundo de Oykos foi muito trabalhosa e exigiu muito tempo e reflexão. Precisei criar uma planilha com as 12 Terras e suas características, como povo, vestimenta, defesa, comércio, e até geografia e clima local. A expectativa era a melhor possível, mas acabei me frustrando um pouco porque minha atenção voltou-se para a quantidade de livros vendidos. Estava me esquecendo de prestar atenção no que os leitores diziam sobre a qualidade do livro. Numa estimativa bem conservadora, acredito que 85% das pessoas elogiam a obra. Então, baseado nisso, hoje posso dizer que Adelphos é um sucesso.
(Concordo!!!)
8. Que conselhos você daria para um escritor iniciante?
Primeiramente, escrever sobre assuntos que gosta. O autor estará diariamente em contato com a obra e, se a escrita não lhe der prazer, é quase certo que o trabalho não ficará bom. Também é importante ter domínio sobre o que se escreve. Não um domínio total, lógico, mas o autor precisa fazer muita pesquisa antes de se sentar na frente de um computador e começar a escrever. A insegurança pode trazer-lhe problemas durante o processo. Por fim, o autor iniciante precisa participar de todos os eventos literários que puder e trabalhar muito a divulgação de sua obra nas redes sociais, inclusive com impulsionamentos.
9. Você gostaria de dar algum recado para os seus leitores?
Vocês são minha maior motivação para continuar escrevendo. O retorno que vocês me dão me encoraja a prosseguir. Tenham certeza que sempre darei o meu melhor para levar até vocês estórias que toquem os seus corações. Obrigado pelo carinho e por acreditarem no meu trabalho.
E aqui termina a entrevista! Vocês gostaram? Eu fiquei encantada com as respostas e quero poder continuar acompanhando o trabalho desse autor. Quem ainda não conferiu Adelphos, não sabe o que está perdendo!!!

Papo sério: conversando sobre autores nacionais

Espaço reservado para texto (3)

No dia 11 de fevereiro eu participei do evento Folia Literária, que ocorreu na Biblioteca Pública Viriato Corrêa, em São Paulo (aliás, é um dos meus objetivos esse ano: participar de mais eventos literários. Mas esse não é o foco deste post).

No dia do evento eu já acordei com uma grande pulga atrás da orelha: porque nós não valorizamos muito aquilo que é nacional? Afinal, eu conheço coisas nacionais que são tão incríveis quanto as estrangeiras…

Quando eu cheguei no Folia Literária a minha pulga atrás da orelha foi crescendo cada vez mais. Naquele espaço eu fui recebida com muitos abraços, autógrafos e boas conversas. Tudo isso vindo de escritores! De pessoas que gastam horas em frente ao computador, transformando uma simples tela em branco em uma história fascinante. Mas, mais do que isso, de pessoas extremamente acessíveis que estavam dispostas a compartilhar o que sabiam com todos que estivessem dispostos a escutá-los.

Acho que todo mundo que gosta de ler viu, no ano passado, como o nosso mercado editorial não anda lá essas coisas. E quem sofre com isso? Bem, todos que trabalham nesse ramo e, principalmente eles, os escritores! Aqueles serzinhos maravilhosos que estavam ali naquele evento (e em tantos outros) tentando cativar novos leitores (e olha, eles conseguiram, viu!), tentando incentivar a leitura.

Felizmente, me parece que esses tais autores nacionais têm conseguido conquistar os leitores e eu acredito que eles podem ser uma ótima porta de entrada para que possamos ler inclusive autores brasileiros clássicos. E é justamento disso que estou falando aqui, da necessidade de valorizarmos o que é nosso, seja os autores de hoje, seja os de ontem. Mas autores que escreveram sobre nossos costumes, nossa sociedade, tanto de maneira ficcional quanto realista.

Eu saí do Folia Literária com o coração quentinho e dois livros autografados! E depois disso também estive em outros espaços que reuniram tantos outros escritores e leitores e a sensação é sempre a mesma. E é incrível.

Meu blog ainda é pequeno, mas a ambição é grande: incentivar a leitura. Espalhar esse amor pelos livros por esse Basil afora. E eu sei que não estou sozinha nessa. Para além de tantos leitores especiais que acompanham esse cantinho, esse semestre eu ainda tive a oportunidade de, mesmo sendo pequena por aqui, conseguir parceria com quatro escritores nacionais que me apresentaram histórias incríveis. Por isso, aproveito esse post para deixar registrado o meu enorme obrigada ao M. Pattal — que além de me presentear com Adelphos, ainda me deu ótimas dicas para as resenhas — à Cínthia Sampaio — que lançou Quando a neve cair com muito amor e também espalhou esse sentimento para todos os seus leitores, sendo uma autora extremamente aberta e que conversa de verdade com seus leitores; para a Michelle Pereira, que está me deixando maravilhada com suas histórias — O demônio do campanário me prendeu até a última página — e que também me recebeu de braços abertos e com muito carinho; ao Dalton Menezes, que ainda irei apresentar melhor a vocês, mas que já me cativou só pelo jeito de se fazer presente. Também queria deixar um super obrigado à Ingrid, do Encanto Literários, que tem me propiciado uma experiência de leitura única, com muitas trocas e quentinhos no coração.

E, se para além desse autores, vocês tiverem interesse em conhecer outros escritores nacionais, comenta aqui, vamos trocar ideias, vamos divulgar a literatura brasileira. Nesse blog mesmo, já tenho resenhas de muitos outros livros brasileiros, contemporâneos e clássicos.

E vocês, quais livros nacionais vocês já leram? O que acharam?

 

 

 

Um reconhecimento ao trabalho sério

Edição que veio com erro

Talvez você tenha estranhado o título desse post, mas ele é o exato resumo do que eu vim fazer aqui. Só que, antes de mais nada, preciso contar uma historinha para vocês. Vamos nessa?

No último natal eu ganhei um livro que queria muito ler. Bem, na verdade eu ganhei vários livros no final do ano passado, então esse livro em questão eu só peguei para ler em fevereiro desse ano. O livro era o “A redoma de vidro”, escrito por Sylvia Plath. A edição era da Biblioteca Azul, selo pertencente à Globo Livros. Pois bem, eu estava lendo tranquilamente o livro quando, de repente, ele pulou da página 32 para a página 65. Fiquei muito surpresa (e triste) na hora. Ainda fui olhar o restante do livro e, da página 65 ele seguia normalmente até a página 96 e voltava para uma página 65 para então ir normal até o final. Nada das páginas que deveriam existir entre a 32 e a 65.

Minha primeira medida foi enviar um email através do fale conosco da editora. No site, encontrei apenas um fale conosco geral, nada específico para o selo Biblioteca Azul. Esperei alguns dias e nada de retorno. Acabei fazendo alguns stories pelo Instagram do blog, mas sem retorno também. Depois de algum tempo, enviei um novo email pelo fale conosco da editora. Em seguida, resolvi tentar outros canais de contato da editora — já que obviamente eles devem receber milhares de emails diariamente e o meu provavelmente passaria desapercebido novamente —, enviando mensagem pelo twitter e pelo Facebook. E funcionou! Responderam minha mensagem no Facebook.

Mas… (toda história tem seu mas).

A pessoa que me respondeu disse que o livro estava esgotado na editora. Que azar!

Mas… (muitas histórias também têm o mas do final feliz).

A Globo Livros estava fazendo uma nova edição do livro e eu só precisava passar meu endereço para que eles enviassem um exemplar para mim quando ficasse pronto! Eu, já meio descrente da situação toda, passei meu endereço. Só que o livro ainda não estava pronto, aquele era um dos milhares canais de comunicação da Editora e eu era só mais um ser humano reclamando de algo na vida. De qualquer forma pensei em ficar de olho, quando soubesse do lançamento do livro, eu poderia entrar em contato de novo.

Algum tempo depois, vi que a editora anunciou a nova edição de “A redoma de vidro” e pensei “opa, o lançamento deve estar perto, preciso ficar de olho”. Não precisei. Sem que eu esperasse, o livro chegou em minha casa. Lindo, novinho e… COMPLETO!

E por que eu resolvi vir aqui contar tudo isso? Porque eu senti a necessidade de compartilhar essa história com vocês e agradecer à Globo Livros pelo atendimento. Em tempos de tanta reclamação, tanta crítica e tanta crise, é importante darmos valor a um trabalho bem feito, a um cuidado com os leitores. E que, ao invés de apontarmos apenas os erros, possamos aplaudir os acertos também.

Eu já li muitos outros livros dessa editora (aqui no blog mesmo tem resenha de um monte deles), publicados pelos mais variados selos dela e, por isso, fiquei surpresa com o erro de impressão do meu exemplar de “A redoma de vidro”. Porém a editora não me deixou na mão e eu só tenho a agradecer pelo excelente trabalho que eles realizam.

TAG dos 10 livros

TAG dos 10 livros

Durante o final de janeiro e o começo de fevereiro, participei daquela TAG que rolou no Facebook dos 10 livros que marcaram minha trajetória como leitora. A ideia era a seguinte: durante dez dias eu deveria publicar a capa de um livro que me marcou, sem dar explicações sobre a escolha. Tarefa duplamente difícil: escolher APENAS 10 livros e ainda não poder justificar a escolha de cada um deles. É por isso que hoje eu venho aqui “quebrar” essas regras, apresentando a vocês os livros que fizeram parte dessa lista e justificando minhas escolhas.

O primeiro livro, como não poderia deixar de ser, foi A princesinha (Frances Hodgson Burnett), pelo “simples” fato de que devo ter lido esse livro umas 4 ou 5 vezes e porque com ele eu entendi a necessidade de contarmos histórias. Ah, e também foi nessa história que ouvi falar pela primeira vez em “Bastilha”.

O segundo livro foi Pippi Meialonga (Astrid Lindgren), que também me ensinou muito e me acompanhou durante o início dessa jornada como leitora. Foi uma obra muito marcante pra mim.

No terceiro dia eu coloquei a capa de Comédias para se ler na escola (Luís Fernando Veríssimo) porque além de ter lido esse livro mais de uma vez, já usei diversas crônicas dele para diversos trabalhos/projetos/aulas.

Depois foi a vez de Luna Clara & Apolo Onze (Adriana Falcão), livro lido mais de uma vez também. Uma obra encantadora!

Chegando na metade da TAG, o quinto livro foi O diário de Anne Frank (Anne Frank). Já falei milhares de vezes sobre esse livro aqui no blog. O que o torna tão marcante pra mim é o fato de que ele me abriu as portas para livros sobre o Holocausto, que me ensinam demais e que sempre procuro ler.

O sexto livro escolhido foi Fazendo meu Filme (Paula Pimenta), porque além de ter amado a leitura, foi a partir daí que pensei em ter um blog (no caso o meu primeiro blog, que depois excluí).

Em seguida foi a vez de Gol (Luigi Garlando), uma série infanto-juvenil italiana que amei ler. Uma leitura leve, que fala sobre amizade, que me deu vontade de jogar futebol e que me fez praticar o italiano que estava enferrujado.

O oitavo livro foi Quincas Borba (Machado de Assis), porque eu não poderia deixar de lado esse escritor e porque eu sempre acho que Quincas Borba fica meio esquecido em relação às outras obras do autor.

No nono dia eu optei por 1984 (George Orwell), a primeira distopia que me lembro de ter lido. Ou seja, outro livro que me abriu portas.

Por fim, para fechar a TAG, escolhi Se questo è un uomo (Primo Levi), porque, novamente, é literatura italiana, além de falar sobre o Holocausto. Li esse livro duas vezes (porque usei em um trabalho da faculdade) e leria de novo.

E para vocês, quais são os 10 livros que marcaram suas trajetórias como leitores?